Por dia, 13 pessoas são furtadas em Franca


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O ano de 2009 não deixará saudades em relação à segurança. Pelo menos 13 pessoas, em média, foram vítimas de algum tipo de furto por dia. Outras duas foram roubadas ou tiveram o veículo furtado. Quarenta mulheres foram estupradas. Até quinta-feira, 20 pessoas já haviam sido assassinadas. De sete modalidades de crime analisadas, seis cresceram em relação ao ano passado. Os dados fazem parte do levantamento dos dados criminais feito pela Polícia Militar até o dia 22. Como os números ainda não foram fechados, podem apresentar oscilações. De acordo com a estatística preliminar, foram registradas 4.859 ocorrências de furtos na cidade ao longo do ano. São pessoas que tiveram o celular, a carteira, a bolsa ou objetos de casa levados sem que houvesse violência. Na maior parte das vezes, o ladrão age quando a vítima não está por perto. Outras 671 pessoas tiveram o veículo furtado da porta de casa ou de alguma via pública. Outro grupo de 25 motoristas teve pior sorte e viu o carro, moto ou caminhonete ser levado mediante algum tipo de violência. O roubo de veículos foi a única modalidade a cair em 2009. Em 2008, foram 44 casos. A modalidade de roubo em geral, aquela em que o criminoso usa a violência, normalmente revólver ou faca, para subtrair um bem, registrou 656 ocorrências. Em média, foram dois assaltos por dia. O balanço da PM também mostra que 40 mulheres procuraram a polícia para dar queixa de estupro. Em 2008, foram 28. O número de homicídios é ainda mais alarmante. No total, 20 pessoas assassinadas a tiros, facadas ou pauladas. Oito mortes aconteceram em dezembro. Significa dizer que, em média, aconteceu um homicídio a cada três dias naquele que foi o mês mais violento do ano. Em 2008, a Polícia Militar registrou 14 homicídios. O mais recente crime aconteceu na madrugada de sábado, quando pedreiro desempregado Geraldo Barcelos Filho, 44, foi esfaqueado dentro de uma casa no Recanto Campestre, situado nas margens da Rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (leia detalhes do crime nesta página). Para o coronel Brandão, o homicídio é um crime de difícil prevenção. “As ocorrências estão ligadas, principalmente, ao consumo do álcool. Tivemos vários casos em que, quando não era um um bar ou nas proximidades, a bebida foi a causadora dos crimes”. No dia 11, o eletricista Paulo Henrique dos Santos Silva, 36, foi assassinato durante um churrasco com amigos no Bairro São Joaquim. Conflitos por causa de drogas também foram outra motivação para a onda de assassinatos.

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