O sentido do Natal


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Chegou o Natal e, junto com ele, chega um dos momentos mais significativos da humanidade. Vivencia-se, nesse período, o maior momento de confraternização mundial, repercutindo por quase todo o planeta. Mesmo nos países onde o Cristianismo não é maioria, há comemorações isoladas e, sob outros aspectos, acabam se envolvendo com a grande festa. A China, por exemplo, que possui a maior população do mundo e tem o Budismo como sua maior religião, acaba envolvida no aspecto de consumo que o Natal tem, pois produz parte significativa do que será comprado nessa época do ano. Infelizmente, temos presenciado ser esse, o aspecto do consumo, o de maior importância na comemoração do dia 25 de dezembro (apesar das recentes pesquisas históricas indicarem que Jesus não teria nascido no mês de dezembro). De qualquer maneira, o nascimento de Jesus, mesmo envolvido em tradições e simbolismos, tem um significado especial e que acaba disseminando um clima de grande fraternidade entre todos. Entretanto, não podemos ignorar o significado real do nascimento de Jesus, ainda que pese a ação daqueles que não acreditam Nele como um ser inigualável moralmente e acabam definindo a sua não-aceitação apenas, pelas crendices e falsos conceitos disseminados, na História, por determinados segmentos religiosos. Sempre entendi Jesus como sendo o Espírito mais puro e evoluído já encarnado sobre a Terra. A mística do seu nascimento está envolvida em simbolismos necessários, na época, para a compreensão e afirmação da sua elevação moral. Jesus não era um líder guerreiro, ele era e continua sendo o maior e mais significativo Líder Espiritual que a humanidade já conheceu. Sua mensagem é muito maior do que as pequenas questões que lidamos e debatemos no dia-a-dia. Nossa rotina (as preocupações e tarefas diárias) é mesquinha comparada às tarefas que o Cristianismo nos oferece. Sua ação é contundente no trabalho da Reforma Íntima e, assim, assusta os imediatistas e aqueles que são iludidos com a glória passageira e com o gozo do poder material. Por isso é tão difícil de vivenciar o Cristo. Vivenciá-Lo não significa isolar-se dos problemas mundanos, muito menos nos tornarmos “semelhantes aos sepulcros caiados que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos e de toda a imundice”. Significa que necessitamos intervir nas tarefas e atribulações do dia-a-dia de maneira a torná-las determinantes na formação de uma sociedade mais igualitária e mais justa. Sem arrogância e vaidade. Por isso, o Natal não deveria ser pensado somente como o nascimento físico de Jesus, mas sim como o nascimento de uma mensagem espiritual incomparável. O Islamismo, ao reconhecer Jesus como sendo o Profeta da interioridade e da santidade, o define bem, explicando que Ele é o profeta da interioridade porque, entre tantas outras coisas insubstituíveis, ele disse `O meu reino não é deste mundo`. Assim, lembremos que a Sua mensagem é claramente espiritual e, como tal, deveria ser lembrado na comemoração simbólica do seu aniversário. Cassiano Pimentel Agente de exportação e professor universitário.

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