O preço do litro do álcool está mais caro nos postos de combustíveis de Franca e cidades da região. Em alguns estabelecimentos, o reajuste foi feito na segunda-feira; em outros, o novo preço está sendo praticado há mais dias. O aumento médio do litro do produto foi R$ 0,12. Para abastecer, o motorista pagava em média R$ 1,53 por litro e subiu para R$ 1,65, o que representa 7,9% a mais, segundo consulta feita pelo Comércio.
A alta é atribuída à escassez do combustível no mercado provocada pela preferência das usinas em produzir açúcar e pelas chuvas que prejudicaram a safra, pois dificultam a colheita e moagem da cana-de-açúcar, matéria-prima usada para produção do álcool. “Os jornais e os usineiros dizem que o preço do açúcar no mercado internacional está muito bom. Na realidade, com a cana é possível produzir dois produtos, que são o álcool e açúcar. Como o preço do açúcar está alto, os usineiros preferem produzi-lo, com isso tem menos álcool no mercado”, disse Walter Luiz Silveira, proprietário de um posto na Estação e presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo) de Franca.
Ao mesmo tempo que há pouca oferta de álcool, o advento dos carros flex aumentou o consumo do combustível. “Com a alta procura e pouca oferta, o preço sobe”, disse Walter. A alta para dezembro não era esperada. Normalmente os preços são reajustados em janeiro e fevereiro, durante a entressafra da cana-de-açúcar. A tendência é ocorrer novos reajustes. “O preço está oscilando muito. Se continuar assim, o álcool irá ultrapassar os R$ 2 no ano que vem e isso será muito prejudicial”.
Jaderson Peixoto é dono um posto em Ribeirão Corrente há 20 anos e acredita em novos aumentos. “As usinas param a moagem da cana e trabalham com o produto que têm no estoque. Deverão ocorrer outros aumentos. Temos de repassar os custos para não sairmos no prejuízo”. O Comércio entrou em contato com duas usinas de álcool da região, mas os responsáveis não puderam atender a reportagem.
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