21 famílias tiveram suas casas invadidas nos dois últimos meses em um único bairro de Franca: o Recanto Fortuna. O mais novo alvo dos bandidos é um condomínio de chácaras localizado às margens da Rodovia Tancredo Neves, que liga Franca à cidade de Claraval. Na surdina e sem violência, os ladrões “limpam” entre três e quatro casas de cada vez, geralmente aos fins de semana.
Até as polícias se dizem preocupadas. A Polícia Militar garantiu que o patrulhamento foi intensificado e a Polícia Civil afirma que há uma investigação em andamento. Apesar disso, nenhum criminoso foi identificado e nenhum dos objetos roubados foi recuperado. (Leia mais em texto de apoio).
Para a professora aposentada e líder do bairro, Eunice Pavão, 63, a situação pode ser ainda pior do que a polícia imagina. “Se pouco mais de 20 registraram ocorrência é porque deve ter acontecido em pelo menos 50 residências. Muita gente não acredita no trabalho da polícia. São 98 chácaras e quase todas já foram vítimas, com exceção de uma ou duas, talvez”, disse ela.
a ação
Os moradores contam que os arrombamentos acontecem geralmente em fins de semana e feriados, quando as residências ficam vazias por um dia ou dois. “O pavor e o pânico já se instalaram naquele setor. Fui procurado por moradores que pensam em vender o imóvel porque estão com medo. Agora, imagine 21 chácaras serem assaltadas em intervalos pequenos entre um e outro. Alguma coisa está errada”, disse o secretário de municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, morador do condomínio e vítima de furto na semana passada.
Na casa vizinha à dele, mora a advogada Débora Teixeira, 35, com a família. Eles têm o imóvel ali há 14 anos e afirmam nunca ter vivido uma situação tão crítica no bairro. A advogada teve a casa invadida no fim de novembro enquanto viajava. “O prejuízo chegou a R$ 40 mil. Temos sistemas de alarme e câmeras, mas nada adiantou. Levaram tudo. Por sorte, não estávamos em casa”, disse a advogada. A Polícia Civil não tem pistas dos criminosos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.