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GRANA EXTRA - Renata Panice, 22, dá dicas para quem deseja entrar no ramo: “tem que saber conversar e estar sempre sorrindo”
GRANA EXTRA - Renata Panice, 22, dá dicas para quem deseja entrar no ramo: “tem que saber conversar e estar sempre sorrindo”
Que tal aproveitar a época das festas de fim de ano e formaturas para turbinar o orçamento com até R$ 1 mil a mais? As vagas são em diversas áreas (garçom, garçonete, recepcionistas, seguranças, cozinheiros e ajudantes de cozinha) e os salários tentadores: até R$ 80 por dia. A temporada está aberta e até o fim de fevereiro mais de 300 festas estão previstas para acontecer na cidade. Fique de olho e não perca a chance de passar o carnaval com o bolso cheio! Anelisa Bernardes, de 21 anos, há três anos trabalha como recepcionista free lance de festas de casamento, formaturas e de confraternização de empresas. Este ano está fora do mercado, pelo menos até o Natal. Ela está trabalhando como vendedora em uma loja de roupas, mas não descarta a possibilidade de fazer um “bico” nas festas de janeiro e fevereiro. “Em anos anteriores fechava pacotes com uma empresa para até 10 eventos no mês. Recheava o orçamento com R$ 1 mil a mais e ainda tinha a vantagem de me divertir trabalhando”, contou Anelisa. A modelo Renata Panice, de 20 anos, também aproveita a temporada de festas para faturar uma grana extra. Ela, que ao longo do ano trabalha como recepcionista de feiras por todo o Brasil, aumenta a renda no fim do ano com festas e inaugurações. “Nas feiras ganho até R$ 200 por dia, mas no fim do ano dá pra ficar mais perto de casa”, disse a modelo. Renata já trabalhou na Couromoda, em São Paulo, e na Agrishow, em Ribeirão Preto, e dá a dica para quem quer entrar na profissão. “O importante é saber conversar e estar sempre sorrindo”. Outra modelo que aposta na profissão de hostess é a francana Daniela Oliveira Barbosa, de 22 anos. Desempregada há dois meses ela consegue faturar de R$ 70 a R$ 200 por noite em que trabalha. “Não vivo disso porque seleciono as festas em que quero trabalhar a, no máximo, duas por mês, mas sempre há eventos para fazer”, revelou Daniela. O dinheiro é considerado “fácil” de se ganhar: basta ser bonita, simpática e aceitar ficar, às vezes, até quatro horas em pé nas recepções. Para os donos de bufês a época é tão vantajosa quanto para as hostesses. Marcelo Ferro, do Spazio, chega a fazer 40 festas por mês em dezembro, janeiro e fevereiro. Para isso aumenta em cinco vezes o seu número de funcionários diretos. De março até novembro, ele mantém 20 colabores contratados. Nos meses de maior movimento contrata até 100 pessoas para ajudar. Eles ganham por noite de trabalho e não têm vínculo direto com o bufê. Segundo Ferro, os colaboradores selecionados para trabalhar como “freela” são, na maioria, desempregados que querem ganhar uma graninha ou jovens em busca de uma oportunidade para garantir o dinheiro para gastar na balada. Os pré-requisitos para as vagas são não ter medo do trabalho, desenvoltura para lidar com o público, simpatia e muita boa vontade. No caso das recepcionistas, o cargo tem ainda uma outra condição básica: têm de ser bonitas. “Precisam ser atenciosas e ter desenvoltura para lidar com o público durante toda a festa”, conta o empresário. O traje usado por elas também é diferente. Como a maioria dos eventos é à noite e de gala, elas devem optar por vestidos pretos finos, porém clássicos, que não sejam chamativos e as destaque no meio do salão. “É padronizado. Combinamos antes do evento o estilo da roupa, dos sapatos e também do penteado que vamos usar”, conta Anelisa. Roupa, cabelo e sapato são a cargo da recepcionista. Na Fiorino Eventos, outra empresa que faz festas de casamento, formaturas e confraternização na cidade, o número de funcionários aumenta cerca de 50% nesta época do ano. Nas 20 festas que faz nos três meses que dura a temporada de eventos maiores chega a contratar 100 funcionários que ganham até R$ 50 por dia.

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