Novos rumos na venda


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Única coisa constante é a mudança. Até o sol nasce todo dia num ponto ligeiramente diferente. Muitas mudanças são tão imperceptíveis que nem nos damos conta. Na vida empresarial este fato é muito mais comum do que se pode imaginar. Mais ainda quando se trata de empresários cuja atuação de gestão é bastante tumultuada, aqueles que vivem exaustos e sempre atrasados com as suas atividades. Como não têm tempo para nada, não sobra tempo para avaliar e analisar com calma o que acontece em redor e, principalmente, nos métodos e sistemas de trabalho. Ocorreram mudanças profundas na indústria de calçados mas, não resta dúvida, o princípio de produção de calçado ainda é mesmo dos tempos de São Crispim. Toma-se uma forma, molda-se sobre ela um pedaço de couro, afixa-se uma sola e temos um calçado que, em tese, protege o pé. O princípio é o mesmo, mas a tecnologia e processos mudaram. Hoje, utiliza-se materiais, tanto na sola como no cadebal, que nunca nem passaram perto do couro. E se nos debruçarmos sobre os métodos organizacionais, desde os primórdios da industrialização até hoje, onde predomina a informática, não há meio de comparação. É óbvio, que a comercialização não escapou desta evolução, desta mudança de conceitos e de métodos de trabalho. Algumas mudanças são bem visíveis e já foram percebidas pela maioria dos empresários. Estamos às vésperas de uma das feiras mais importantes do mundo – a Couromoda – mesmo sabendo-se que não se trata mais de feira de vendas, mas de uma evento de relacionamento de promoção da marca e, oxalá, de novos contatos comerciais. Já se começa a entender que não há sentido em lançar coleções de dezenas de modelos para feiras, dos quais apenas quatro ou cinco se vendem e o resto é descartado e nunca, por causa de vendas fracas, cobre o investimento que foi feito. Escrevi há poucas semanas que consigo em extinção a espécie dos representantes comerciais. Parece exagero? Nesta época de comunicações instantâneas, com comércio eletrônico ganhando espaço cada vez maior, a presença física do vendedor na loja do cliente não é um fator perturbador? Por que o cliente não poderia, com toda calma, na hora que se sentir disposto ou tiver tempo para dar uma navegada na internet, visitar a página de minha loja e fazer seu pedido? E, com a mudança dos meus métodos de produção, eu poderia atender o pedido dele, principalmente se for de reposição, na hora, via Sedex? Reposição que estaria a caminho para a loja, meia hora depois de fazer o pedido? Imaginem as vantagens deste método de comercialização para todos os envolvidos! Boletos bancários minúsculos para o varejista, empate de capital baixíssimo, prateleira sempre cheia sem pontas do estoque – um sonho para qualquer lojista! Em resultado, para o fabricante restaria um cliente fidelíssimo!” Não pensem que se trata de sonho futurista praticar um jogo capaz de produzir pedidos individuais, pequenos; trabalhar para estoque com economia de escala, quem sabe até com um modelo por dia; trabalhar com vendedores próprios, funcionários da empresa, com quotas de venda a serem cumpridas que, mesmo não visitando clientes eletrônicos constantemente, farão visitas espaçadas, apresentando novidades e mantendo contato ‘olho no olho’!. Tenho clientes, que já implantaram, em parte, um programa assim e estão obtendo ótimos resultados. É natural que deve ser introduzido passo a passo e isso exige uma boa infra-estrutura dentro da empresa, acompanhamento estatístico (curva Bell) da venda dos modelos, pós-venda etc. etc... Mas como você, empresário, não pode mais viver sem o seu laptop ou celular, acostume-se com a idéia de conviver, num tempo mais breve do que pensa, com os novos métodos de comercialização de calçados. QUEDA NA EXPORTAÇÃO INDIANA A exportação de calçados de couro da Índia caiu para USD 443,4 milhões, no período de abril até agosto deste ano, em comparação com USD 574,5 milhões no período igual do ano passado, 22,8% de redução. A exportação de componentes para calçados (na maioria, cabedais costurados) caiu 29,3% durante o período de cinco meses, de USD 132,7 milhões para USD 93,8 milhões. NOVA ESPUMA A divisão de alto desempenho da produtora de espumas Rogers Corporation, em trabalho conjunto com O fabricante dos calçados de segurança Falcon, desenvolveu uma ‘espuma revolucionária, macia, flexível e conformadora de proteção metatarsal que excede os atuais padrões industriais de segurança’. QUASE ESQUECIDA A nova proteção metatarsal Poron XRD está usada na nova bota da Falcon, M 1023 Minning Boot em substituição à proteção do metatarso antiga, rígida de aço, inflexível. Os produtores afirmam que a nova proteção é tão macia e flexível, que o laboratório de testes achou que a proteção tinha sido esquecida. Como ponto final, o Poron XRD passou por todos os testes. Zdenek Pracuch Sapateiro, shoemaker – pracuch@comerciodafranca.com.br

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