No último domingo do tempo litúrgico do Advento, na figura de duas mulheres grávidas Maria e Isabel Deus fala sobre a chegada do seu Filho, Jesus, o nosso Salvador. Abre-se para nós o clarão do amanhecer, anunciando a chegada do Sol nascente.
As leituras que serão proclamadas são Miquéias 5; Hebreus 10 e Lucas 1, 39-45. A primeira leitura, do livro de Miquéias, fala do rebento da casa de Davi, o pastor messiânico, que virá de Belém (casa do pão) de Éfrata, terra de Judá. Belém é cidade pequena, sem importância, mas é de onde virá o Messias. Miquéias parece dar o sentido de “fecundidade” à menor das cidades de Judá, porque lá Maria dará à luz o Messias. Assim diz o Senhor: “Suas origens são de tempos antigos”, podendo se referir ao tempo de Rute e Noemi. Belém de Éfrata não é somente um lugar geográfico, mas um lugar teológico. Deus não retira sua fidelidade, mesmo que antepassados, membros de seu povo escolhido, lhe tenham sido infiéis.
A carta aos Hebreus apresenta Jesus como quem supera a instituição cultual do Primeiro Testamento. O único fato salvador que obtém o perdão uma vez por todas é o sacrifício de Jesus, que entregou totalmente sua vida, corpo e sangue. Ele é o único mediador entre Deus e a humanidade. Único santuário, único sacerdote e único sacrifício agradável a Deus.
O evangelho relata o encontro de Maria com sua prima Isabel: duas mulheres, duas crianças, primeira e segunda aliança se abraçam e se entrelaçam. Pela fé e fidelidade de Maria cumprem-se as promessas. Maria apressadamente põe-se a caminho nas montanhas de Judá, entra na casa de Zacarias e Isabel, saudando-a. Isabel ouve a saudação e a resposta vem de suas entranhas, ficando plena do Espírito Santo. E aquela senhora idosa (Isabel) grita com a vivacidade de uma criança, abençoando Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.
Maria louva a Deus que cumpre suas promessas: “a minha alma proclama a grandeza do Senhor”. Maria reconhece o estilo de Deus: onde há pequenez, fraqueza, impossibilidade humana, Ele realiza seu projeto, tão longamente esperado e preparado.
Deus se encarna em lugar social concreto para reconstruir a humanidade, a sociedade e o mundo. É em um pequeno resto de Israel, no meio dos pobres, dos marginalizados e excluídos, como Maria, Isabel, Zacarias e João que Deus faz sua morada. A salvação nasce dos pobres e os primeiros cristãos vibravam com essa boa notícia.
A Trindade entra na casa dos pobres humilhados que esperam a libertação. Os nomes das personagens envolvidas nesta cena são reveladores: Jesus, Deus salva; João, Deus é misericórdia; Isabel, Deus é plenitude; Zacarias, Deus se lembrou; Maria, a amada. Os pobres proclamam a misericórdia de Deus que se lembra deles. Deus vem morar com eles porque os ama, trazendo-lhes a plenitude da salvação.
É nos pequenos e pobres das periferias, das roças, nos indígenas, nos ribeirinhos, nos marginalizados e desprezados de hoje que Jesus se encarna, devolvendo-lhes a esperança e a paz. Em nossas pequenas comunidades, que faz coisas pequenas, em lugares pouco importantes é que Deus realiza coisas extraordinárias.
<B>HORÁRIOS DE NATAL E FIM DE ANO</B>
Eis os horários das celebrações de Natal e Ano Novo, na Catedral: 24 de dezembro, 21 horas; 25 de dezembro, 7, 9, 10:30 e 19 horas; 31 de dezembro, 21 horas; 1 de janeiro de 2010, 7, 9, 10:30 e 19 horas. Participe, levando toda a sua família.
<B>HOMENAGEM PÓSTUMA</B>
Nesta semana nossa Igreja ficou triste na esperança da Ressurreição. Faleceu um amigo, o Arcebispo Emérito de Ribeirão Preto, Dom Arnaldo Ribeiro. Estava internado em Belo Horizonte, sua cidade natal, onde morreu. Foi velado naquela cidade e também na Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto. Foi sepultado na última sexta-feira. Dom Arnaldo foi um Arcebispo nota 10 e será difícil esquecê-lo. Descanse em paz e até um dia, no coração de Deus, querido Dom Arnaldo.
<B>José Geraldo Segantin</B>
<I>Pároco da Catedral de Franca</I>
segantin@comerciodafranca.com.br
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