Chuvas provocam ‘lotação’ nas assistências técnicas


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<b>DIREITO DE CONSUMIDOR</b> - A dona de casa Flávia Gonçalves precisou desembolsar R$ 370 para consertar a geladeira que estragou num dia de forte chuva em Franca. Ela quer ser ressarcida pela CPFL, mas há quase um m&ecir
<b>DIREITO DE CONSUMIDOR</b> - A dona de casa Flávia Gonçalves precisou desembolsar R$ 370 para consertar a geladeira que estragou num dia de forte chuva em Franca. Ela quer ser ressarcida pela CPFL, mas há quase um m&ecir
As fortes chuvas que caíram em Franca no último mês causaram,além de prejuízos na área urbana, muitos transtornos dentro de casa. As oscilações de energia e as descargas elétricas quando chove podem danificar diversos aparelhos eletrônicos. Nas lojas especializadas em consertos de aparelhos, o aumento dos serviços chega a até 80%. Jarbas Ferreira, 37, mecânico de máquinas de uma loja de assistência técnica, costuma realizar 120 consertos de aparelhos por mês. O número quase dobra em período de chuva. “Com a mudança do clima, a procura aumenta 80%”. Segundo ele, máquinas de lavar roupas, microondas, refrigeradores e ares-condicionados são os líderes no ranking de consertos. O gerente de outra loja de assistência da Brastemp e Eletrolux, Marcelo Chehab, 35, confirma que, apesar dos fabricantes criarem mecanismos de proteção nos aparelhos por questão das oscilações de energia, aparelhos como microondas e ares-condicionados ainda sofrem. Em épocas de chuva, a empresa de Marcelo Chehab chega a atender de 300 a 400 solicitações de consertos por mês, 20% a mais que em períodos sem ocorrência de temporais. Os valores dos consertos variam de acordo com o aparelho e seu modelo. Normalmente ficam entre R$ 100 a R$ 600. No dia 26 de novembro, a dona de casa Flávia Gonçalves, 37, moradora do Bairro São José, teve o refrigerador queimado após uma descarga elétrica. O eletrodoméstico tinha quatro anos de uso. “Paguei R$ 370 no conserto e acionei a CPFL para ser ressarcida. Eles me deram um prazo de dez dias, mas não resolveu nada ainda. Independente do tempo de espera, vou continuar lutando pelo meu direito”. Não foi a primeira vez que Flávia teve prejuízos com temporais. Há dois anos, após uma forte chuva, teve quatro aparelhos danificados: DVD, vídeo porteiro, sensores do alarme de segurança e televisor. Na época, graças ao seguro domiciliar, a dona de casa não precisou desembolsar os R$ 3.500 para o conserto. A pespontadeira Lindamar de Oliveira Silva, 49, residente na Vila Santa Maria do Carmo, teve seu computador e o interfone danificados por uma queda de energia elétrica, no último dia 9 de setembro. “A chuva daquele dia nem era forte, por isso não me preocupei em tirar os aparelhos da tomada”, diz. Seus gastos totalizaram quase R$ 600. Lindamar está com audiência marcada no Procon para o próximo dia 21 de dezembro junto com um técnico da CPFL para obter o resultado de sua ação.

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