Prefeitura desiste de deixar Guarda Civil multar veículos


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COCHICHO - Vereadores Marco Garcia e Laercinho trocam confidências durante a sessão de ontem
COCHICHO - Vereadores Marco Garcia e Laercinho trocam confidências durante a sessão de ontem
A Prefeitura preferiu não correr o risco de sofrer uma derrota e decidiu engavetar o projeto de lei que pedia autorização para a Guarda Civil Municipal aplicar multas de trânsito. A votação aconteceria durante a sessão extraordinária realizada ontem. Ao constatar que não havia chance para aprovação, a bancada governista pediu a retirada e o consequente arquivamento da proposta. Numa tentativa de salvar a ideia, a liderança do prefeito na Câmara usou a estratégia de inverter a pauta de votação. O projeto, que seria o primeiro a ser analisado, foi deslocado para último. Não adiantou. No decorrer da sessão, os comentários já davam conta de que o arquivamento seria o caminho natural. Certos de que entregar o talão de multas para a Guarda Civil renderia repercussão negativa junto ao eleitorado, vereadores disseram que votariam contra. Um grupo de guardas que acompanhava a reunião no plenário também se posicionou contra. No fim, o vereador Jépy Pereira (PSDB), líder do governo, anunciou a retirada. “Houve um pedido do pessoal da Guarda e alguns vereadores entenderam que este projeto não poderia ser discutido em uma sessão extraordinária. Ponderamos com o prefeito e ele entendeu que o projeto deveria ser melhor estudado. Vamos analisar e, se for o caso, a proposta volta no ano que vem”. Guarda civil há 21 anos, Paulo César Raimundo disse que o arquivamento foi uma atitude acertada. “Não houve uma ampla discussão com os guardas. Temos algumas questões internas, como a disparidade salarial e o efetivo reduzido, que são muito mais importantes para serem discutidas. A administração quer só atribuir ao guarda mais funções sem, contudo, resolver o que é mais urgente”. Foi o único revés sofrido pelo Executivo na reunião extraordinária de ontem. Numa sessão em que a principal voz de oposição esteve ausente -Graciela Ambrósio (PP) não participou - a situação não enfrentou dificuldades para aprovar todos os outros 16 projetos inseridos no pacotão do prefeito. Destaque para os que previam a doação de terrenos para a construção de escolas do Estado nos Jardins Luiza II, São Domingos e Pulicano. Também foram aprovadas as propostas prevendo a incorporação de vencimentos aos servidores que ocuparem cargos em comissão por sete anos e a que autoriza o município a conceder subvenções e auxílio à entidades. O montante é superior a R$ 10 milhões e começa a ser pago em janeiro.

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