"Puro engano"


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Os meios de comunicação brasileiros refletem de forma maioritária os interesses institucionais norte-americanos, cativos, por sua vez, dos grandes grupos industriais, não demasiado interessados em fomentar a renovação da política energética na direção da sustentabilidade. Pela simples razão de que isso exige investimento, reduz em alguns casos as margens do lucro imediato e significa o que eles consideram gasto. Na Europa, o assunto faz parte do noticiário diário com certo destaque e a maioria da população reclama uma postura de responsabilidade de governos como o dos EUA, não signatário de Kyoto. O uso de energias renováveis e não poluentes faz parte dos estatutos europeus e sua implantação é norma a ser cumprida por cada um dos seus componentes, motivados por programas de subvenções. Assim mesmo, em qualquer parte do planeta, é de se esperar que os estados cedam à chantagem empresarial em troca do que se supõe um insubstituível quinhão de impostos e da manutenção de uma parcela significativa de ocupação da população. Puro engano. Carlos Martí Hernández Valencia - Espanha

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