Docentes vão opinar sobre novo sistema de atribuição de aulas


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REUNIÃO - O vereador Silas Cuba fala aos presentes na audiência pública realizada no último sábado na Câmara francana
REUNIÃO - O vereador Silas Cuba fala aos presentes na audiência pública realizada no último sábado na Câmara francana
Oitenta professores se reuniram ontem à noite na Câmara de Vereadores de Franca com o intuito de discutir o sistema de atribuição das aulas municipais para 2010. Em conjunto, o secretário adjunto de educação, José Marcos Bertelli, os docentes e uma comissão formada pelos vereadores Silas Cuba (PT), Josivaldo Bahia (PTB) e Vanderlei Tristão (PTB) - que não compareceu - decidiram que será feita uma consulta aos 826 professores da rede municipal. No centro da discussão, a forma como deve ser feita a atribuição de aulas. Tradicionalmente, os professores com maior tempo de casa escolhem entre todas as salas existentes na rede - cerca de 600, segundo Cuba - onde desejam ministrar aulas. Este sistema leva em conta o tempo de serviço do profissional, ou seja, os mais antigos escolhem primeiro a escola, a classe e o período. A partir de 2010, a seleção se dará na unidade em que o professor lecionou neste ano. Caso deseje trocar de escola, o interessado deverá pedir remoção e dependerá da vontade de outro profissional ocupar seu lugar. Agora todos querem saber qual sistema é o preferido pelos interessados. A consulta será feita até o próximo dia 21 quando, às 18h30, na Câmara de Vereadores, se dará a apuração do resultado. A atribuição está marcada para começar um dia depois. Segundo Silas Cuba, vereador e professor, é impossível prever a preferência da maioria. "Até agora podemos sentir que eles (os docentes) estão divididos", afirmou. O problema veio à tona na manhã do último sábado quando foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir o tema. Só que a nova regra foi determinada em resolução publicada em 23 de janeiro de 2009, segundo Leila Haddad, secretária de Educação. No último fim de semana, ela declarou que a maioria dos 826 professores da rede estariam de acordo com a mudança. Para ela, a nova regra trará benefícios pois com pequenos grupos, ficará mais fácil resolver questões da própria unidade, além de possibilitar maior harmonia entre diretor, professor e comunidade. Silas Cuba reconheceu que os professores tinham conhecimento da mudança, mas justificou o atraso nas reclamações alegando que eles só perceberam o prejuízo com a proximidade da atribuição e a perda do direito de escolha. Outro fato discutido ontem diz respeito aos professores com cargo de confiança, como por exemplo, os que ocupam diretorias. "Pela resolução essa sala ficaria para a unidade. O Estatuto, aprovado pela Câmara e sancionado pelo Prefeito, prevê que ela vá para o município, para que todos possam escolher a sala", explicou Silas Cuba. Segundo ele, isso fere o Estatuto do Magistério, que tem força de lei. José Marcos Bertelli levará ao governo municipal o resultado do encontro. Não ficou claro, no entanto, se o governo poderá voltar atrás na decisão de alterar o sistema utilizado até este ano.

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