Pessoas que sofrem de depressão, fobias e também câncer acabam de ganhar um alento. Depois de um ano e três meses desativado, o Grupo de Autoajuda Apoiar deverá ser reaberto em janeiro na cidade. O programa foi criado em 2001 pela advogada Silvana Prado, 51. Depois de se curar da síndrome do pânico, ela resolveu ajudar pessoas com problemas semelhantes, oferecendo aulas de meditação, atendimento psicológico, reiki, ioga e acupuntura. O retorno do projeto será possível graças ao patrocínio da empresa Brascola, que é sediada em São Paulo e tem filial em Franca. A expectativa é atender 200 usuários inicialmente.
Silvana decidiu fechar as portas do Apoiar em setembro de 2008 por falta de verbas para continuar a atender 400 pessoas. A entidade era mantida com doações, contribuição voluntária dos usuários e R$ 625 mensais repassados pela Prefeitura. A despesa mensal chegava a R$ 1.500 por mês. “Muitas pessoas têm me ligado desesperadas pedindo ajuda”, disse Silvana.
A Brascola decidiu assumir o projeto. A história do patrocínio é interessante. O irmão de Silvana é diretor da Brascola e fazia doações ao Apoiar, mas não queria que ela soubesse. Dizia que os recursos eram repassados pela empresa. Silvana decidiu agradecer os diretores e enviou um e-mail pelo site da empresa. “Quando o diretor leu, ficou sem entender e chamou meu irmão para explicar que trabalho eu fazia. Ao saber que se tratava de pessoas com ansiedade, síndrome do pânico e outros problemas sérios, decidiu ajudar. A Brascola doará R$ 2.500 por mês para o Apoiar”, disse Silvana.
A decisão de expandir o atendimento a pessoas com câncer é recente. No ano passado, Silvana enfrentou a doença (tumor na mama) e agora quer ajudar outras pessoas com o problema. “Durante o tratamento a meditação me reequilibrava, dava forças e me deixava mais centrada porque a gente se revolta quando tem câncer. Quero dar aulas de meditação, que é algo tão singelo que pode ajudar quem luta contra esta doença e tem outros problemas emocionais”.
A equipe de voluntários que atuava na entidade retornará com os mesmos atendimentos. “Teremos psicóloga, acupunturista, sessões de reik, reuniões mensais e manteremos o site e o jornal Mente Livre, com venda de anúncios para ajudar na parte financeira”.
Em reuniões semanais, os frequentadores do grupo aprendem os sete passos, um modelo criado pela própria Silvana com base na experiência vivida quando teve síndrome do pânico. “Li e estudei muito sobre a doença e consegui me tratar. Montei os sete passos, que são, na verdade, pequenas metas para serem cumpridas aos poucos”. O site do grupo é www.apoiar.org.br.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.