‘Venci a síndrome do pânico’, diz Silvana


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Rafael morreu aos cinco meses; Claudinha, aos oito. Os dois filhos de Silvana Prado, 51, nasceram com uma doença genética nos rins. Após perdê-los, ela se mudou para os Estados Unidos. O marido dela havia sido transferido. Foi nesta época que teve síndrome do pânico. Para conseguir se curar, pesquisou sozinha sobre a doença e adotou algumas práticas que a ajudaram a melhorar. “Falavam que não tinha cura, mas eu venci a síndrome do pânico”. Ela narrou sua história no livro O Prisioneiro do Medo. Ainda nos EUA, começou a receber cartas de pessoas interessadas no que tinha vivido. Quando retornou ao Brasil, sempre encontrava quem quisesse saber do caso. Silvana decidiu montar o Grupo de Autoajuda Apoiar em Franca no ano de 2001. “Fiz a primeira reunião com 50 participantes. No ano passado, já atendíamos 400 pessoas por mês”. Quando desativou o Apoiar em 2008, Silvana já estava com câncer, mas não quis contar para as pessoas. A descoberta do tumor na mama esquerda aconteceu em fevereiro do ano passado, mas ela prosseguiu à frente do Apoiar até setembro. Como as dificuldades financeiras aumentaram, decidiu fechar a entidade. Silvana fez cirurgia para retirar a mama e precisou de quimio e radioterapia. Superou o susto e está recuperada, pronta para reativar o grupo de autoajuda. “Durante o tratamento, meditava e meu corpo se recuperava melhor, minha mente se mantinha firme e meu espírito buscava a presença divina para aceitar a doença e perceber que no final disso alguma coisa me faria transformar isso, como sempre fiz, em luz”.

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