Soma das riquezas de Franca é de 3,57 bilhões


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SEM AVANÇOS - Imagem de arquivo mostra produção de calçados em fábrica de Franca. Baixa nas exportações e concorrência da China afetaram o crescimento do PIB
SEM AVANÇOS - Imagem de arquivo mostra produção de calçados em fábrica de Franca. Baixa nas exportações e concorrência da China afetaram o crescimento do PIB
Mesmo com a expansão dos setores de serviços e comércio, a soma das riquezas produzidas em Franca não teve o resultado esperado em 2007. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados ontem, mostram que PIB (Produto Interno Bruto) da cidade cresceu somente R$ 200 milhões de um ano para o outro. O desempenho considerado fraco fez Franca ficar fora do ranking dos cem municípios mais poderosos do País. Só para se ter uma idéia, os R$ 3,57 bilhões gerados por todos os setores da cidade no ano retrasado é inferior ao faturamento previsto pelo Magazine Luiza para esse ano. Em 2008, por exemplo, a rede faturou sozinha R$ 3,2 bilhões. A justificativa para esse cenário é atribuída pelas autoridades à indústria calçadista. Além de produzir um produto com baixo valor agregado, o setor sofre com a invasão da concorrência chinesa e amarga perdas nas exportações desde 2005. Para o secretário de Desenvolvimento, Alexandre Ferreira, se a indústria local vai mal, o crescimento do PIB fica retraído e abaixo do registrado por outras cidades do mesmo porte. “A indústria calçadista ainda tem uma importância muito grande dentro da economia local. Ela gera muito dinheiro”. Segundo o estudo do IBGE, o valor de riqueza produzida por Franca fica atrás de pelo menos seis cidades com população semelhante no Estado de São Paulo e até de municípios menores como Matão. “Temos uma economia fraca e esse resultado já era esperado”, disse o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, que preferiu não fazer uma análise mais profunda do PIB por não ter os números em mãos. Para o professor e economista, Hélio Braga Filho atribuir toda a culpa à indústria não explica o acanhamento da economia francana. Hélio diz que outros fatores como a baixa remuneração dos trabalhadores, a falta de empresas de grande porte, a alta informalidade industrial e a expansão do crédito, que favoreceu a compra de bens de consumo durável, também contribuíram para o baixo crescimento do PIB naquele ano. “Precisamos de indústrias diversificadas, com produtos que utilizem mais tecnologia. Indústrias que também remunerem melhor. Somente a partir do momento que descobrirmos novas vocações passaremos a ter um PIB satisfatório”. Segundo Hélio, Franca tem um setor comercial e de serviços forte, mas formado por pequenos estabelecimentos que remuneram mal e dificultam o consumo de bens de maiores valores. “Os dois setores ajudaram o PIB a crescer, porém a indústria calçadista tem peso relevante e reduziu esse crescimento”.

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