Professor perde o direito de escolher escola para lecionar


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<b>DESCONTENTES</b> - Professores se reuniram sábado, na Câmara, e questionaram nova regra na atribuição de aulas
<b>DESCONTENTES</b> - Professores se reuniram sábado, na Câmara, e questionaram nova regra na atribuição de aulas
O professor da rede municipal de ensino não poderá escolher a unidade que irá lecionar em 2010 e disputará as salas na mesma escola que trabalhou neste ano. A nova regra foi determinada em resolução publicada no início deste ano pela Secretaria Municipal de Educação mas, só agora, a uma semana da atribuição das aulas, é que os profissionais decidiram reclamar. O assunto foi tema de audiência pública realizada na manhã de sábado e será discutido novamente na quinta-feira, 17, às 19h30, na Câmara Municipal. Os quase 60 educadores que participaram da audiência questionaram a data da atribuição, que foi antecipada para dezembro - antes era realizada no mês de fevereiro do ano letivo -, e a proibição de escolher a escola, a classe e o período em que gostariam de trabalhar, método utilizado até este ano e que contemplava os profissionais por tempo de trabalho. A partir do próximo ano letivo, a seleção se dará na unidade que o professor lecionou em 2009. "O direito conquistado através de anos de trabalho não está sendo respeitado. Antes o professor tinha 600 salas para escolher, agora serão apenas 20", disse o professor e vereador Silas Cuba (PT), que promoveu a audiência. Pela resolução da Secretaria, há apenas o dispositivo da remoção, o qual o professor poderá utilizar caso queira trocar de escola. Para isso, ele dependerá da vontade de outro de trocar. A secretária de Educação Leila Haddad disse, ontem, que estranhou a manifestação. "É um assunto que não foi colocado agora. A resolução é de 23 de janeiro. Há um ano eles estão sabendo disso. Posso garantir que a maioria está a favor desse novo sistema. Tanto é que dos 826 professores nem 5% compareceram à audiência. Não foi uma coisa imposta. Agora, meia dúzia se levanta dizendo que não está satisfeita". Silas confirmou que os professores sabiam da mudança, mas apenas agora deram conta do quanto seriam prejudicados. "Quando ele (o professor) começou a pensar que no próximo ano não teria oportunidade de escolha, às vésperas da atribuição, é que se deu conta do prejuízo". <b>QUALIDADE DE ENSINO</b> Para Leila Haddad, a medida é um "avanço para a qualidade do ensino". Segundo ela, o plano nacional de educação prevê a fixação do professor na unidade. "Com pequenos grupos, fica mais fácil resolver questões. Cria mais harmonia entre diretor, professor, aluno e comunidade. É uma das metas para o sucesso escolar". Em relação à realização da atribuição em dezembro, a secretária disse que apenas atendeu um pedido dos próprios professores que não querem interromper as férias escolares.

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