Furtos, agressões e ameaças lideram


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Os casos de briga dentro ou próximo às escolas são os que mais chamam a atenção, mas não são os mais freqüentes. Segundo cabo Luís Antônio Alves, que trabalha há quatro anos na Ronda Escolar, as ocorrências de furto lideram as estatísticas. “É muito comum o furto de celular e bicicletas dentro das escolas, muitas vezes, envolvendo os próprios alunos. Também atendemos casos de furto de fiação de energia elétrica quando a escola está fechada”. Ameaças e agressões dentro das salas de aula e na entrada e saída dos alunos aparecem em segundo lugar. Depois,vêm as ocorrências de danos ao patrimônio público e pichação. O policial relatou que já se deparou com situações em que os alunos chegam a desacatar, inclusive, os integrantes da Ronda Escolar. “É comum a pessoa estar alterada e perder a cabeça. Já aconteceu de sermos desacatados. Tenho filhos em idade escolar e, como qualquer pai, ficou preocupado em saber o que acontece dentro das escolas”. A cabo Rosana trabalha na Ronda Escolar desde o mês de maio. Ela relatou que o consumo de drogas dentro das escolas é outra situação com a qual os policiais sempre se deparam. “A maconha é o entorpecente mais usado. Também já atendemos ocorrências em que a pessoa estava cheirando tínner. Uma vez, um aluno adquiriu um spray de pimenta de forma ilegal e jogou o gás no ventilador da sala de aula. Nós conversamos e orientamos para evitar situações do tipo voltem a ocorrer”. Os policiais fazem rondas por todas as escolas da cidade e procuram priorizar aquelas em que os problemas se repetem com mais frequência. Pelo menos uma vez por semana, entram nos estabelecimentos e conversam com diretores e funcionários. Nos últimos meses, duas violentas brigas foram registradas nas escolas de Franca. Em 24 de novembro, uma aluna de 13 anos foi espancada na sala por um aluno da mesma classe na escola “Lídia Rocha Alves”, no Jardim Aeroporto III. A estudante bateu a cabeça na quina da lousa e chegou a ficar desacordada. Numa outra confusão entre alunos, um garoto de 11 anos teve o braço cortado após golpe dado com uma gilete por um amigo de classe da Escola Estadual “Caetano Petráglia”, localizada no Bairro Cidade Nova, no dia 1º de dezembro.

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