Trilhar o caminho para conquistar a confiança de chefe de uma vez por todas não é uma tarefa fácil. O se-gredo é muita dedicação e paciência, mas nem sempre é simples assim. Quando duas pessoas precisam conviver bem - e assim é no trabalho - elas automaticamente necessitam aceitar os defeitos e qualidades da outra pessoa. A dúvida é: como fazer isso, se a pessoa em questão é o seu chefe?
A professora de psicologia social da Universidade de Franca (Unifran) e psicote-rapeuta, Renata Salomão, explica que a relação com o chefe se torna ainda mais difícil por ser tratar de poder. “Envolve outras relações que tanto o chefe quanto seu su-bordinado já estabeleceram em suas vidas. Se alguém sempre foi medroso e inseguro, se nunca teve coragem de se expor e administrar as consequências da posição que defende, não há cartilha que o ensine a se comportar com tranquilidade frente ao seu chefe”, explica.
Quando o assunto é discordar de uma ideia ou projeto proposto por eles a relação fica ainda mais difícil. Neste caso a dica da profissional é ter sempre uma ideia clara e objetiva do que se tem a dizer e uma argumentação que sustente a posição do funcionário.
Renata adverte para o que se chama de boa relação. Muitas pessoas acabam confundindo irreverência e amizade com bom relacionamento profissional. “O papel do chefe é cobrar resultados e isto ele vai fazer sempre, mesmo tendo um relacionamento bom com o funcionário”.
E o que fazer quando o problema é com o chefe? Quando ele muda de opinião da mesma forma que muda de humor? Para a psicóloga a dica neste caso é tentar sempre uma boa conversa. “Se seu chefe não sabe os objetivos que quer atingir e a cada momento dá uma ordem o problema não é do empregado e sim do chefe. Nesse caso a melhor dica é começar a procurar outro emprego”, conclui.
Glauber Eduardo de Oliveira Assis, 25, gerencia uma equipe de cinco vendedores em uma loja de roupas do Franca Shopping. Para ele o segredo para mantê-los unidos é saber separar o lado pessoal e o profissional. “Aqui somos todos amigos. Saímos juntos e temos um relacionamento fora da loja, mas na hora de cobrar sou duro e todos entendem”, disse.
Patrícia Borges, 18, que é subordinada a Glauber, confirma a versão do chefe. “Ele consegue ser um bom amigo sem deixar de ser bom gestor. Sabe a medida exata de cobrar e nós entendemos e va-lorizamos isso”. Para Patrícia a dica de desenvolver uma boa relação com o chefe é levar a sério o trabalho e sempre que tiver um problema, ter uma boa e sincera conversa com o patrão.
Saber conviver bem e ter uma relação amigável com o chefe pode ajudar a alavancar a carreira. É claro que puxar o saco e ser o melhor amigo do gestor não vai adiantar se o trabalho realizado pelo funcionário não for bom e ele não tiver o mínimo de competência. Por outro lado, o melhor colaborador do mundo não vai ter a carreira promissora que pretende se não tiver o aval do chefe. Então mãos à obra e aprenda a ter uma boa relação com ele.
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