Antigamente os profetas tinham a lei e a possibilidade de dizer: `Levanta e anda!`. Hoje, temos também a lei mas a falha maior está nos mecanismos para que se diga, efetivamente, `levanta e anda`. Os processos criminais de atentado à pessoa são muito mais difíceis de serem julgados e bem mais volumosos do que processos ambientais, com suas exceções, é claro. Ainda gostaria de comentar que, com a prática do `olho por olho e dente por dente`, proposta por um leitor deste Comércio, acabaremos todos, na conjuntura atual, cegos e desdentados. E, por último, alguém me responda: por que o ituveravense carregava o animal consigo,levando-o morto para casa? (Leia Objetiva deste Comércio, que deu origem ao comentário, em http://www.comerciodafranca.com. br/materia.php?id=50606).
Deny Eduardo Pereira Alves
Franca - SP
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Vamos parar de choramingos e baboseiras. É um tal de repetir "transportar cobra morta e está preso, atropelou e matou e está solto; não pagou a faculdade e ainda está cheio de razão". Basta! Vamos concluir! Vejamos: o cidadão encontrou uma cobra morta na estrada, transportou no seu carro e foi preso. Por quê? Disse que a cobra estava morta. Ninguém viu. Logo, deveria prevalecer a palava do cidadão. Não há provas e nem testemunhas. Então, por que está preso? Sobre o jovem que atropelou e matou. Tem exames clínicos que comprovam a embriaguês? Não? Então, está solto! Não pagou a faculdade? Então, é inadimplente. Quer ter razão e ainda contar com o Procon? Basta! Será que o jovem que matou gente está conseguindo dormir sem ajuda de barbitúricos? Duvido. Deve estar se remoendo em pessadelo e remorso e isso o prenderá por toda a sua vida. Também penso que seus pais e demais familiares nunca se perdoarão já que compraram a arma – o carro – para ele, irresponsavelmente, usar. No meu tempo de estudante eu andava mal trajado, a pé, trabalhava, trabalhava e trabalhava para poder sobreviver e estudar. Nesse tempo não havia papai para pagar a faculdade, não havia papai para comprar carro para voar e matar, ser irresponsável! Íamos a escola para estudar e só estudar. Não tínhamos computadores. Pesquisávamos em bibliotecas. Não havia xerox; fazíamos cópias num papel, utilizando lápis. Sofríamos mas tínhamos o orgulho de sermos respeitados e éramos respeitadores. Vamos apenas agir como seres humanos conscientes e responsáveis.
Pedro Raphael Sabbato
Franca - SP
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