O desempregado Daniel Neves Moreira, 20, conhecido como "Gordinho", foi executado com seis tiros numa mata nos fundos do Jardim Aeroporto III. Seu corpo tinha ferimentos na nuca e no tórax. Com passagens por tráfico quando adolescente, a polícia informou que o rapaz era usuário de drogas. Não está descartado a possibilidade de sua morte estar ligada ao comércio de entorpecente da zona sul da cidade.
O crime ocorreu às margens da Rua Jornalista Cláudio Abramo. Para a polícia, "Gordinho" foi atraído para uma "biqueira" (local frequentado por usuários de drogas) e morto a sangue frio. Vizinhos disseram à polícia que ouviram tiros durante a noite de quarta-feira, mas não viram nenhum suspeito. "Patrulhávamos o bairro e uma pessoa nos parou falando que havia um corpo no fundo da mata. Segundo uma pessoa daqui das proximidades ela ouviu tiros durante a noite, mas não passou mais detalhes", disse o sargento Ailton da Polícia Militar.
A polícia francana acredita que o assassinato tenha ocorrido pouco antes da meia-noite. O corpo de Daniel Neves Moreira, encontrado por volta das 17 horas de ontem, estava no fim de uma ribanceira, num terreno onde um morador daquela região utiliza para plantar bananas e verduras. O local, também segundo populares, é muito frequentado por traficantes e usuários de drogas.
Uma equipe de policiais da Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) esteve no local do crime para acompanhar os trabalhos da perícia e tentar levantar pistas que possam levar aos assassino(s). Para os investigadores não há dúvidas de que "Gordinho" foi alvo de uma execução. "Pelo tanto de tiros que tem na vítima e as cápsulas no chão, é uma execução mesmo. A pessoa veio para matá-lo. Familiares nos disseram que ele havia saído de casa. Pelo que o pai dele nos falou ele estava envolvido com drogas, mas isso nós vamos apurar", disse o policial Paulo Rodrigues.
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Um irmão gêmeo e pai da vítima estiveram na cena do crime, mas não quiseram gravar entrevistas. Para a polícia eles informaram que o jovem estava morando numa casa alugada no Jardim Aeroporto III, mas não sabiam dizer o local. "A família disse que ele tinha uma vida meio desregrada. Ainda estamos investigando. Não descartamos o envolvimento dele com o tráfico", disse o investigador.
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