Produtos importados estão mais baratos neste Natal


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BOAS VENDAS - José Ricardo Rodrigues, do Empório Santa Gianna, mostra cesta de frutas típicas do Natal. Empresário acredita que venderá mais neste ano
BOAS VENDAS - José Ricardo Rodrigues, do Empório Santa Gianna, mostra cesta de frutas típicas do Natal. Empresário acredita que venderá mais neste ano
A ceia de Natal dos consumidores francanos estará mais farta de produtos importados neste ano. Pelo menos é o que esperam os comerciantes de frutas cristalizadas, castanhas, panetones, vinhos, azeites e bacalhau da cidade. Com a baixa do dólar - cotado em média a R$ 1,70 contra R$ 2 do ano passado, o preço desses alimentos típicos das festas de fim de ano despencou, o que animou os vendedores. Nos empórios e supermercados de Franca, a estimativa é vender até 50% mais em relação ao mesmo período do ano passado. Proprietário do Armazém & Cia, Alexandre Abdalla reforçou os estoques de vinhos, azeites e castanhas. Para ele, as vendas devem crescer 10% se comparadas às do Natal de 2008. “No ano passado, comprei quatro sacas de 30 quilos de castanha portuguesa. Neste ano, na expectativa de vendas maiores, comprei seis sacos”, disse Abdalla. No local, um quilo de ameixa com caroço, que custava R$ 10,90, é vendido agora por R$ 7,99. “Fui surpreendido no Natal anterior e espero que as vendas me surpreendam novamente”. Há um ano no ramo, José Ricardo Ruffalo Rodrigues, do Empório Santa Gianna, acredita que as vendas crescerão 50% por conta dos preços mais baratos e da propaganda que tem feito para divulgar o estabelecimento. No empório, o lombo do bacalhau dessalgado congelado caiu de R$ 120 para R$ 80 o quilo. Na expectativa de lucrar mais, ele também investiu em panetones importados, biscoitos e chocolates como opções de presentes. “Tenho panetones com preços mais acessíveis que dos nacionais, além de doces e outras lembrancinhas diferenciadas”. Segundo o empresário, os clientes que preferirem comprar cestas natalinas encontrarão o pacote com mais itens e o mesmo valor pago em dezembro passado. “Muitos produtos tiveram redução de preços, mas aqueles que não sofreram queda continuam com os mesmos valores, sem alteração”. Para a gerente da Rafinatta (outra loja do gênero), Kelly Cristina Calandria o forte desse Natal serão as bebidas. O estabelecimento fechou novas parcerias com vinícolas e calcula um aumento de 20% nas vendas. No Chok Doce, o diretor Fabiano Arantes também está confiantes nas vendas de bebidas e disse que os vinhos portugueses encontrados em suas lojas não tiveram reajustes de um ano para o outro. No Wal-Mart, a estimativa de vendas para a categoria de bebida, um dos itens mais focados pela rede nas comemorações de fim de ano, é de no mínimo 20% acima do que foi vendido no Natal do ano passado.

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