O número de pessoas atropeladas nas ruas de Franca saltou de cinco em 2008 para 19 neste ano - um aumento de 280%. A quantidade de motociclistas acidentados também cresceu. Foi de 36 no ano passado para 53 em 2009, 47,2% a mais. Da mesma forma, o número de feridos que estavam dentro de carros ou caminhonetes na hora de um acidente mais que dobrou nos primeiros nove meses deste ano. Neste caso, 33 vítimas foram socorridas para a Santa Casa ou para o Pronto-socorro "Dr. Janjão" contra 15 no ano passado, um crescimento de 120%. Os dados são do Datasus e se referem aos atendimentos ocorridos entre janeiro e setembro dos dois anos.
O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, atribui o resultado ao crescimento da frota de veículos que circulam na cidade e à imprudência de motoristas e pedestres. "Ela é o fato mais marcante em todas as situações de acidente. Além disso, pelas nossas contas, há cerca de 200 mil veículos nas ruas francanas e a frota não para de crescer", afirmou Buranelli.
De positivo, as estatísticas mostram uma redução de 32% no número de ciclistas feridos no município. Foram 17 este ano, oito a menos que em 2008. O bom desempenho dos francanos sobre o veículo de duas rodas não-motorizado amenizou um pouco o quadro da violência no trânsito francano.
De acordo com o levantamento do Ministério da Saúde, ao todo 122 pessoas se acidentaram nos nove primeiros meses deste ano, sete a mais que as 115 vítimas no mesmo período de 2008. O que representa um crescimento de 3,4% somente em Franca.
Quando levadas em conta as 23 cidades que compõem a microrregião da DRS-8 (Direção Regional de Saúde) em Franca, a situação piora significativamente. 284 vítimas de acidentes foram atendidas este ano contra 241, em 2008. A diferença representa um aumento de 17,8%, ou 43 feridos (Veja mais em quadro nesta página).
IMPRECISÃO
Ainda segundo o levantamento, o número de vítimas fatais teria "despencado" de 12 no período estudado em 2008 para apenas cinco este ano. Os dados, no entanto, incluem apenas os feridos que foram socorridos à Santa Casa de Franca ou ao Pronto-socorro "Dr. Janjão" e morreram ainda durante o período de internação, ignorando assim os que morreram nos locais dos acidentes.
Outro registro de óbitos em acidentes, realizado pela Polícia Militar em parceria com a Divisão de Trânsito da Prefeitura de Franca, evidencia a discrepância dos dados do Ministério. De acordo com a PM, 19 pessoas morreram somente em ruas e avenidas de Franca, sem considerar as ocorrências registradas nas rodovias que cercam a cidade.
Para o capitão Alexandre Wellington, comandante da Força Tática, que engloba o pelotão de trânsito de Franca, há dados conflitantes que precisam ser trabalhados por mais de um órgão para que sejam mais exatos. "Às vezes, quando o resgate e a PM chegam ao local a vítima já está sem vida. Nesses casos ela não é levada para o hospital e, portanto, foge à estatística do SUS.
Por outro lado, muitos dos feridos que levamos para a Santa Casa vêm a falecer algum tempo depois. Por isso, quando aliamos nossos dados aos da Prefeitura o número fica mais próximo da realidade", afirmou o militar.
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