Fábricas começam temporada de folga de 26 mil sapateiros


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FIM DE PRODUÇÃO - Funcionário da Calçado Stefanello coloca os últimos pares de calçados na caixa. Fabricação de sapatos deste ano foi encerrada sexta-feira
FIM DE PRODUÇÃO - Funcionário da Calçado Stefanello coloca os últimos pares de calçados na caixa. Fabricação de sapatos deste ano foi encerrada sexta-feira
Até o dia 22 de dezembro, as regiões industriais da cidade como Distrito, Jardim Petraglia e Paulistano tendem a ficar quase desertas sem a presença dos seus visitantes diário: os sapateiros. Como tradicionalmente acontece no final de ano, as fábricas de calçados encerram a produção e dão folga coletiva aos funcionários por, pelo menos, quinze dias. Em alguns casos, o descanso será prolongado, de até 30 dias. Não é possível estimar quantos, dos 26,3 mil trabalhadores com carteira assinada em Franca, deixarão as esteiras, mas, de acordo com o Sindicato dos Sapateiros, a atividade será mínima nas próximas semanas. Até a tarde de sexta-feira, 36 empresas de pequeno, médio e grande portes haviam protocolado o aviso de férias coletivas no sindicato da categoria. Juntas, vão liberar quase cinco mil trabalhadores. Como o Ministério do Trabalho está com atividades suspensas por conta da greve dos servidores, muitas indústrias também têm registrado o pedido em carta nos Correios. “Temos recebido mais de cinco ligações, todos os dias, de empresas nos informando sobre o recesso. Como não estamos protocolando, a orientação é para postar nos Correios. Vamos considerar a data do envio”, explica Jamil José Leonardi, gerente regional do Trabalho em Franca. O Comércio ouviu informalmente dez fábricas. Em nove delas os sapateiros serão dispensados nas semanas de festas. Na Stefanello Calçados, as máquinas da montagem foram desligadas na tarde de sexta-feira e os sapatos embalados para embarque. Metade dos trabalhadores terá férias de trinta dias. A outra, volta alguns dias desta semana para finalizar amostras que serão apresentadas na Couromoda -feira calçadista que acontece de 18 a 21 de janeiro de 2010. Apesar de ser um dos primeiros a parar a produção, Jaime Borges, diretor da Stefanello, disse que conseguiu cumprir as metas estipuladas para os últimos meses de 2009. “Nossa produção aumentou de 700 a 950 pares por dia. Houve dias que saíram mil pares. Foi muito bom”. Outra empresa que fechará as portas por 30 dias é a Sândalo. Os sapatos vendidos no mercado externo serão finalizados no dia 11 de dezembro. Na semana seguinte, os 512 funcionários das quatro fábricas que trabalham com a marca, encerram a produção para o mercado externo e amostras da feira. A previsão é de que até o dia 18 todos estejam dispensados. A volta à linha de fabricação acontecerá um mês depois, em tempo hábil para que os representantes fechem pedidos. Apesar da crise enfrentada especialmente no primeiro semestre, a Sândalo conseguiu fechar 2009 produzindo mais. Até setembro eram fabricados um média de 2,6 mil pares dia. Nos últimos meses esse número saltou para 3,2 mil/dia. “Nem pareceu o mesmo ano”, disse Téti Brigagão, diretor da empresa se referindo ao primeiro e segundo semestre de 2009. Algumas empresas da cidade retornam em janeiro já com cartela de pedidos (leia mais no apoio).

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