A roupa influencia a sua imagem profissional


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ESTILO PROFISSIONAL - Kênia Rose Miranda, que trabalha na loja M. Officer, aposta nas roupas da grife para usar no ambiente profissional
ESTILO PROFISSIONAL - Kênia Rose Miranda, que trabalha na loja M. Officer, aposta nas roupas da grife para usar no ambiente profissional
O episódio da estudante universitária expulsa da faculdade por ter comparecido à instituição vestindo um microvestido fomenta discussões sobre a adequação do traje ao local que frequenta. Temperaturas recordes em plena primavera aumentam a propensão de uso de roupas leves e perigosamente inconvenientes, especialmente no ambiente de trabalho. É importante que o profissional esteja atento à cultura da empresa, às normas e também à cultura da sociedade local, uma vez que isso serve como sinalizador. Especialistas em gestão de pessoas alertam que as roupas transmitem mensagens ocultas, que podem induzir a dupla interpretação, principalmente no caso das mulheres. O presidente da ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Ralph Arcanjo Chelotti, disse através da assessoria de imprensa da associação que, com o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho, a questão do que é ou não adequado vestir passou a ser motivo de discussão nas áreas de Recursos Humanos das empresas. Segundo ele, a afirmação de que as pessoas podem se vestir única e exclusivamente de acordo com a vontade precisa ser analisada com cuidado, uma vez que em um ambiente social as pessoas são julgadas, inclusive, pela forma como se vestem, por seu asseio e até pelo modo como falam. Para a psicóloga e professora do curso de design em moda da Unifran, Fernanda Fontanetti Gomes, 38, o ambiente - formal ou mais liberal dita a adequação do traje, mas algumas questões são “universais”. “Roupas muito justas, muito curtas, excesso de maquiagem, de bijuterias: tudo isso compromete até a própria competência da profissional, ela acaba perdendo a credibilidade”, disse Fernanda, que leciona na área de comportamento do consumidor e pesquisas, métodos e técnicas de tendências de moda. Segundo a especialista, a dupla calça ou saia social combinada com uma camisete branca é garantia de acerto. “A maquiagem deve ser delicada, os acessórios discretos e nunca se pode esquecer dos sapatos: devem ser sempre de boa qualidade. Um calçado sem qualidade compromete muito o visual”. Fernanda faz uma ressalva e cita situações em que o visual correto é mais flexível. “Nas empresas que trabalham com criatividade, por exemplo, a liberdade de escolha é maior. Em um ambiente onde se trabalha com moda, por exemplo, a pessoa pode abusar mais da cor, sair dos tons neutros. Mas sempre sabendo que mesmo utilizando um modelo de vestuário que siga tendências, o corpo não deve ficar muito exposto”. Para Irene de Souza Menegueti, gerente da unidade do Franca Shopping da Carmen Steffens, a empresa chegou a uma boa solução sobre a roupa mais apropriada a ser usada pelos funcionários. Todos usam uniformes, o que inibe situações de inconveniência. “A empresa adota uniformes com a marca da grife. Além de mostrar que o funcionário ‘veste a camisa’ da empresa, todos ficam dentro de um padrão, sem correr o risco de ficar vulgar”. E o melhor: os profissionais aprovam a iniciativa, segundo ela. “Nossos uniformes, calça jeans e baby look vermelha no momento, seguem tendência de moda. A cada época do ano as roupas são adaptadas. No verão os estilistas utilizam tecidos mais leves. No inverno, material mais pesado”, afirmou Irene, completando que a medida evita, por exemplo, o uso de decotes o que seria constrangedor em um ambiente onde as profissionais têm que se agachar constantemente. Também cientes da influência do visual, mais que se vestir com adequação, os funcionários da grife M. Officer em Franca - com cara jovem e aspecto de informalidade - fazem da aparência uma vitrine a favor da marca. “Não somos obrigados, mas achamos legal usar as roupas da marca. Usamos de acordo a coleção do momento na loja. Dentro dos limites e com muito respeito, podemos usar o que quisermos”, afirmou uma das funcionárias, Kênia Rose Miranda. DICAS Para ficar gravado na memória: a roupa que se veste, a linguagem usada e o comportamento adotado influenciam diretamente em sua imagem no trabalho. Na hora de montar seu guarda-roupas profissional, invista em peças clássicas e duradouras. Optar por modelos da moda até é interessante, dependendo da ocasião, mas saiba que essa roupa terá prazo de validade. Roupas provocativas podem gerar desentendimentos. Alguém pode interpretar uma roupa curta, decotada ou transparente de outra forma que não apenas um modo de vestir. Bom senso deve vir em primeiro lugar.

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