Relembrar


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Para o filósofo grego Platão, aprender é recordar. Isto, porque na filosofia platônica o espírito existe antes e depois da presente vida. Assim, tendo vivido anteriormente outras vidas, ao encontrar o ensino nesta existência, recorda ensinamentos já apreendidos em encarnações passadas. É, também, o que nos ensina a Doutrina Espírita quando nos fala da Lei da Reencarnação. Esta Lei não é invenção do Espiritismo. Sempre existiu nos ensinamentos das culturas mais antigas. Segundo a Doutrina Espírita, só a Lei da Reencarnação, ou palingenesia, como a chamavam os gregos, pode explicar as imensas diferenças existentes nas criaturas, na sociedade, no mundo. Se admitimos a existência de Deus e um dos seus atributos é o da Justiça Absoluta, não pode haver erros ou privilégios para com as Suas criaturas. Assim, sem a Lei da Reencarnação, não é possível explicar-se, por exemplo, o surgimento dos gênios precoces. O caso da menina Crystal do Espírito Santo, nascida em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco é um exemplo. Nasceu filha de pais desempregados e sem qualquer recurso para estudar música. Sem nunca ter visto um piano, tamborilava as notas nos tampos da mesa de sua casa. Quando viu um piano verdadeiro na igreja e recebeu a orientação de um músico voluntário, mesmo sem qualquer ensino anterior, dominou o instrumento e pôs-se a executar músicas de difícil entendimento, mesmo para os já avançados. Agora, foi premiada como melhor pianista e pianista revelação em torneio realizado em Pernambuco. Como explicar? Apenas pelo mero talento? Mas o que é talento senão o que já se apreendeu? Há também a dedicação da menina que se aplica de 3 a 4 horas por dia no estudo. Isto influi indubitavelmente, mas por si só não justifica. Este caso foi apresentado pelo programa `Fantástico` da rede Globo no domingo, 29 de novembro. Há mais casos. O de Mozart, por exemplo, que compunha sinfonias aos 5 anos de idade. E a precocidade de Pascal? E Giannela di Marco? E tantos outros de que a história dos povos está repleta? Somente a reencarnação, como relembrança do que já se viveu, pode justificar tal predisposição. Há os que alegam a coincidência cromossômica para explicar tais fatos mas, por que os mesmos pais tem filhos tão diferentes? Por que pais tidos como gênios não têm filhos geniais? E por que inúmeras crianças já nascem sem qualquer dotação para a inteligência, hebetados mesmo, sem qualquer possibilidade? E os que nascem doentes, com doenças incuráveis? Só mesmo a pluralidade das existências para justificar tais anomalias. Aliás, como disse Jesus: `A cada um segundo as suas obras`, `quem com ferro fere, com ferro será ferido`. Por isso mesmo, disse Allan Kardec: `Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a Lei". Felipe Salomão Bacharel em Ciências Sociais, dietor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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