Na morada dos faraós e das pirâmides


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Lembranças - Chaimaa de Araújo em frente a pirâmide no Egito. Entre as dicas da estudante, pechinchar sempre. “Deve-se tomar cuidado com o ‘assédio’ dos vendedores nos grandes mercados, pois é só você dar uma
Lembranças - Chaimaa de Araújo em frente a pirâmide no Egito. Entre as dicas da estudante, pechinchar sempre. “Deve-se tomar cuidado com o ‘assédio’ dos vendedores nos grandes mercados, pois é só você dar uma
Pirâmides, lendas de Tutancâmon e outros faraós e uma grande herança cultural caracterizam uma das civilizações mais antigas do mundo. Em busca de aventura e aprendizado, a estudante universitária Chaimaa de Araújo Abdel Karim, 25, foi para o Egito descobrir os segredos do país localizado no norte da África e que tem mais de 70 milhões de habitantes. Chaimaa viajou em dezembro de 2008 e ficou na terra dos faraós por 47 dias com sua família. Viu de tudo por lá, da capital Cairo, com seus 8 milhões de habitantes, à pequena Dahab, com resorts à beira do Mar Vermelho e recifes. Na primeira parte da viagem, em Cairo, a jovem transitou pela cultura milenar envolta nas famosas Pirâmides de Gizé, na Esfinge, no mercado municipal mais antigo do mundo e nas mesquitas, e pela modernidade dos bairros mais recentes. Foi à histórica Alexandria, à beira do Mediterrâneo, onde está a Biblioteca de Alexandria - que um dia foi considerada uma das maiores do mundo, não fosse um incêndio na Idade Média. Lá também conferiu de perto ruínas deixadas no período de dominação romana. Às margens do Rio Nilo, esteve em Luxor, com os principais templos do antigo império egípcio. Ainda na costa de um dos dois maiores rios do mundo - pareado com o Amazonas - a estudante foi até Aswan, na fronteira com o Sudão, repleta de templos como o de Abu Simbel, complexo arqueológico construído a pedido do faraó Ramsés II e um dos mais conservados do Egito. Também visitou o balneário de Sharm El Sheikh, localizado na península do Sinai, que hoje “é palco de grandes encontros políticos e cúpulas internacionais”, diz. O turismo da jovem também representou um contato direto com os aspectos culturais do Egito, como os três dias de comemoração do Fim do Ramadã, principal feriado religioso do Islã. “As ruas ficam cheias de pessoas e muito animadas até o início da madrugada”, afirma, lembrando também do canto dos sheiks, nas tardes de sexta-feira, a chamar os fiéis para as orações. Chaimaa comeu churrasco de Kebab com carne de carneiro por US$ 2 o sanduíche, além de provar doces árabes feitos de massa folheada com damasco, pistache e tâmaras, comprados por um valor equivalente a R$ 10 o quilo. “São divinos”. Durante suas idas e vindas, a nossa viajante ainda viveu uma situação engraçada. Foi cortejada de um modo bastante peculiar pelos locais, com a pergunta “quantos camelos você vale?” - um modo discreto de os homens de lá pedirem uma mulher em casamento ou simplesmente demonstrarem interesse. Por tudo que viveu no Egito, a viagem foi inesquecível para Chaimaa. “Entrar em contato com essa cultura tão rica e diferente da nossa mudou muito o meu jeito de ver o mundo. Fiz muitos amigos. Eles adoram os brasileiros e se identificam muito conosco, principalmente pelo futebol”.

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