Tempo fecha em 5 minutos e para ruas de Franca


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Franca, 3 de dezembro de 2009 || 18h33
Franca, 3 de dezembro de 2009 || 18h33
Uma chuva repentina que durou pouco mais de duas horas, no início da noite de ontem em Franca, assustou quem estava dentro e fora de casa. O dia virou noite e em poucos segundos uma tromba d’água caiu na cidade. Inundou e parou o trânsito nas marginais, alagou residências e arrastou carros na Avenida Ismael Alonso y Alonso. Apesar do susto, a tempestade não fez vítimas. Ainda assim, as linhas do Corpo de Bombeiros ficaram congestionadas. Eram quase 18 horas quando começou a chover. Em poucos minutos, o volume de água era tão intenso que os córregos do Bagres e Cubatão transbordaram. A situação mais assustadora ocorreu, de novo, na Avenida Ismael Alonso y Alonso, entre a rotatória do Fórum até o hipermercado Carrefour. Os motoristas que tentaram seguir viagem pela via ficaram ilhados. Pelo menos dois carros “patinaram” na lama e só pararam em sentido contrário de direção. Um senhor, de aproximadamente 65 anos, quase teve o veículo levado pelas águas. Policiais Militares conseguiram parar o automóvel e retirá-lo. Em estado de choque, o homem foi socorrido à Santa Casa. Quem passou próximo ao Posto Galo Branco procurou refúgio no local. Era impossível transitar em qualquer sentido da avenida. A água alcançou as bombas do posto. O caixa Juscelino Santos disse que, apesar de várias inundações, nunca viu situação parecida. “Foi muito rápido. Quando vimos, já havia transbordado. Aconteceu outras vezes, mas deste jeito acho que é a primeira vez. Orientamos os motoristas a deixar o local”. A secretária de Urbanismo, Valéria Marson, foi conferir de perto os possíveis estragos. Acabou ficando ilhada perto do prédio do “esqueleto”, no Parque Francal. Acostumada com as enchentes, ela disse que ficou surpresa com a quantidade de água. “Hoje (ontem) foi excepcional. As galerias não suportaram a vazão da água em função do volume”, explicou. <b>Veja outras imagens</b> <embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="288" height="192" flashvars="host=picasaweb.google.com&hl=pt_BR&feat=flashalbum&RGB=0x000000&feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fblogsgcn%2Falbumid%2F5411364354709284833%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed> Nas faculdades municipais (Uni-Facef e Direito) não foi possível iniciar as aulas porque professores e alunos não conseguiram chegar a tempo. Estavam presos no trânsito. O advogado Adalto Casa Nova, estacionou seu veiculo Audi A3 na Avenida Major Nicácio, em frente as faculdades e agora calcula o prejuízo. “A água inundou o carro. Tive problemas na parte elétrica. A situação está terrível, complicadíssima”. Pelo menos 30 pessoas da Defesa Civil, Guarda Municipal, mestres e engenheiros da Prefeitura saíram às ruas para avaliar o impacto da tempestade. No final da noite, todos se reuniram na Secretaria de Serviços para planejar por onde começariam os serviços de limpeza e reconstrução, na manhã de hoje. “Por enquanto, não é possível precisar quantos pontos foram danificados, mas foram muitas bocas-de-lobo, muretas do córrego, além da lama nas avenidas”, disse o secretário da pasta, Ismar Tavares. [FOTO2] O Corpo de Bombeiros recebeu inúmeras ligações de populares que tiveram as casas alagadas e também para socorrer motoristas que corriam o risco de ser arrastados pelas águas. Até o final desta edição não haviam divulgado o balanço e locais das chamadas. Depois de mais de duas horas de chuva, a água começou a baixar nos córregos e o trânsito voltou a fluir. A água continuou a cair na cidade de forma menos intensa. A previsão do instituto de meteorologia Climatempo é de mais chuva nesta sexta-feira durante o dia e à noite e no final de semana.

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