Moto atropela e mata artista plástico


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DESPEDIDA - Familiares de Arthur Modenezi participaram durante toda a noite do velório ocorrido no São Vicente: sepultamento é hoje no Cemitério da Saudade
DESPEDIDA - Familiares de Arthur Modenezi participaram durante toda a noite do velório ocorrido no São Vicente: sepultamento é hoje no Cemitério da Saudade
O artista plástico Arthur Modenesi, 99, foi atropelado e morto por uma motocicleta guiada pelo técnico LG, 42, na manhã de ontem, no Centro de Franca. Modenesi completaria 100 anos no mês que vem e costumava fazer grandes caminhadas pela cidade. "Todos o conheciam. Ele quase não enxergava por causa da catarata, mas não deixava de sair. E não tinha medo. Dizia que as coisas ruins poderiam acontecer em qualquer lugar, mesmo em casa", disse Antônio Modenesi, sobrinho de Arthur. O artista plástico tinha ido ao mercado e voltava para casa quando, às 9h50, foi atingido pela moto Honda Cargo na Rua General Carneiro, próximo ao número 1061, que tinha LG ao volante. O técnico disse à polícia que Modenesi teria surgido de repente à frente do veículo. Ele ainda teria tentado frear e desviar o veículo sem sucesso. Com o impacto, o artista plástico foi atirado ao solo. Ele ainda foi socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros para a Santa Casa de Franca com traumatismo craniano, mas morreu por volta das 13 horas. As condições do acidente serão investigadas por policiais do 1º Distrito Policial. O motorista da moto pode ser indiciado por homicídio culposo,não há intenção de matar. EM VIDA Arthur Modenesi nasceu no dia 16 de janeiro de 1910 e completaria 100 anos no mês que vem. Teve seis irmãos, todos já falecidos. Nunca casou e a maior parte de sua família mora hoje na capital. Em Franca, ficaram apenas os filhos de seu irmão Otávio Modenesi. O grupo de cerca de oito pessoas havia planejado levá-lo para comer pizza no dia de seu aniversário. Este era o programa que mais gostava. De acordo com o sobrinho, Modenesi nasceu em uma fazenda no município de Franca, mas próximo a São José da Bela Vista. Trabalhou na roça antes de se mudar para a cidade onde começou a trabalhar como pintor de paredes. "Por fim, ele pintava quadros. Era artista plástico. Não andava pintando ultimamente por causa da catarata. Quase não enxergava mais", disse Antônio. [FOTO2] Morava sozinho em sua casa na Rua Augusto Marques, no Centro, e costumava caminhar muito e diariamente. "Ele falava que tinha umas 14 doenças, mas não tomava remédios. Não queria morar com ninguém. Era o jeito dele. Todos o conheciam", acrescentou. As longas caminhadas seriam, segundo a família, um dos segredos de sua longevidade. "Ele também preferia alimentos naturais e ficava descalço sempre que podia. Gostava de sentir o contato com a terra sob seus pés", finalizou Antônio. O corpo de Artur Modenesi está sendo velado na Sala 3 do São Vicente de Paulo e o sepultamento está marcado para às 10h30 de hoje, no Cemitério da Saudade, com trabalhos da funerária Nova Francana.

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