O número de crianças atendidas pelas creches em Franca cresceu nos últimos cinco anos. Dados do Censo Escolar da Educação Básica, apresentados na segunda-feira pelo Inep (Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), revelam que no período de 2004 a maio deste ano, 441 novas vagas foram criadas. Com o aumento, as reclamações sobre falta de vagas praticamente zeraram no Ministério Público, Secretaria da Educação e Conselho Tutelar. Pelo levantamento, a cidade tem hoje 2991 crianças atendidas em mais de 30 creches. Cinco anos antes, esse total era de 2550.
Secretária municipal de Educação, Leila Haddad disse que o aumento no número de matrículas era esperado, pois a Prefeitura tem trabalhado no sentido de zerar a falta de vagas desde a primeira gestão do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). “Até 2010, serão 18 creches entregues desde o começo da administração. Queremos reduzir ainda mais o déficit de vagas”, disse ela, que credita a redução na fila espera também à informatização da rede. “Antigamente uma mãe fazia a inscrição em mais de uma creche. Hoje, com a rede informatizada isso não é mais possível”.
A secretária disse não saber exatamente qual é a demanda por creches na cidade, mas afirmou que a Prefeitura trabalha com tranquilidade para zerar o número. Até o ano passado, segundo levantamento informal realizado pelo Comércio, a demanda reprimida chegava a 1,5 mil vagas.
Somente neste ano, a Secretaria Municipal de Educação colocou em funcionamento três novas creches, com 330 vagas ao todo.
Para o promotor da Infância de Franca, Augusto de Arruda Neto, que até o ano passado controlava a carência de vagas na cidade e chegou, inclusive, abrir um processo contra a Prefeitura exigindo a oferta de creche, o problema da falta de vagas parece resolvido. “Desde a metade do ano passado, temos acompanhado uma série de inaugurações de creches pela Prefeitura. Acredito que não há mais aquele grave problema de falta de vagas, pelo menos, não tenho mais recebido reclamações por parte das mães”. O promotor arquivou o processo contra a Prefeitura.
No Conselho Tutelar, a presidente Gláucia Limonti disse que a procura por vagas esteve baixa até outubro deste ano e não tem recebido mais reclamações.
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