Após ter a história revelada pelo Comércio da Franca, na edição de domingo, Ricardo Alberto Aidar, 32, se animou e aumentou sua expectativa de poder voltar para casa. Por enquanto, ainda espera por ajuda para poder deixar o CTI da Santa Casa, onde está morando há quase cinco anos.
Portador de uma doença que ataca os músculos da pessoa até levá-la à morte, ele está internado desde o dia 13 de março de 2005. Apesar de ter perdido quase todos os movimentos do corpo e de não poder andar, está lúcido e consciente de tudo o que acontece em sua volta. Seu sonho é poder voltar para casa. Para isto, precisa de ajuda para comprar um respirador, que custa de R$ 40 mil a R$ 60 mil, e para reformar a casa dos familiares. “Por enquanto, ainda não fomos atendidos, mas acredito que vai dar certo. O Ricardo ficou muito animado com a reportagem e confiante de que seu desejo será atendido. Tudo o que ele quer é ir para casa”, disse a mãe dele, Euclesina Aparecida dos Santos.
Mesmo dentro da Santa Casa, havia quem desconhecia a história de Ricardo. A equipe que atua no CTI ficou animada com a divulgação da notícia e se propôs a trabalhar como voluntário caso o paciente consiga voltar para casa. “Espero que a história dele não seja esquecida e que possa sensibilizar o Estado ou a iniciativa privada a ajudá-lo. Não se justifica mantê-lo no CTI se é, perfeitamente, possível, o Ricardo ficar em casa próximo do convívio com os seus familiares”, afirmou a fisioterapeuta Tânia Mara Marchezin.
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