A brincadeira de que Franca pertence mais a Minas Gerais do que ao Estado de São Paulo faz todo o sentido quando se fala em basquete. Ainda mais em se tratando de um jogo que pode definir o campeão mineiro de 2009, hoje, às 20 horas, em São Sebastião do Paraíso (MG). Na verdade se o time da casa, o Paraíso, bater o Minas Tênis, de Belo Horizonte, a disputa pelo título ainda dependerá de mais um jogo, marcado para quarta-feira. Caso a taça seja conquistada pela equipe do interior, a sensação é que Franca obterá a conquista.
Isso não é exagero porque, afinal o Paraíso Basquete conta com mais de um time de francanos. São seis jogadores, alguns até com status de titular. Desses, cinco passaram pela Aspa (Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete) por quase uma década, mas só conseguiram espaço fora da cidade. São os casos do ala Bruno Garcia, 20; dos alas Mutombo, 25; e Pajé, 20; do pivô Din, 23; e dos armadores Guti, 20, e Leandrinho, 19. "É verdade. Temos aqui seis jogadores de Franca. Olha, isso foi uma coincidência. Não chegamos a pensar assim: `Vamos em Franca para trazer jogadores`. Só que a cidade também tem tradição, muita gente joga e isso acabou refletindo aqui", disse o técnico e também jogador do Paraíso, Jefferson Louis Teixeira, 34. O ala também passou pelo Franca Basquete em 2002 e 2003.
Foi ele, natural de São Sebastião, mas que nunca jogou uma partida oficial em sua cidade natal como profissional, um dos responsáveis por iniciar o projeto de montar um time competitivo na cidade. "Tenho um sonho de jogar na cidade", projetou.
A equipe foi montada neste ano, participou de sete campeonatos diferentes e chegou a sete decisões. Já ganhou cinco títulos e ficou com um vice em uma disputa realizada no Paraná, que teve o Londrina, time que disputa o Novo Basquete Brasil 2009/2010. O último campeonato que o Paraíso disputa é o Mineiro, que tem partida marcada para hoje.
O elenco ainda tem os pivôs Rodrigo (já passou por Assis) e Diogo Mamão (com três anos de disputa na Liga Universitária dos Estados Unidos), o ala/pivô Rodolfo (que está suspenso) e o armador Gustavinho (ex-Cetaf/Vila Velha). Os quatro são de São Paulo, capital. Já o pivô Alisson, de 2,10 m, e com passagens por Bauru, é de Feira de Santana (BA). O ala/pivô Rogério e o ala André são de São Sebastião do Paraíso. "Só dependia da gente para fazer um trabalho sério. Estamos jogando de igual para igual com times nacionais. Queremos chegar lá", disse Mutombo, que nunca jogou por Franca, mas já passou por Santo André, Rio Preto, Cetaf e Salvador. "Como não tivemos uma oportunidade de seguir carreira em Franca, ao se abrir uma janela tão perto foi muito bom."
O Mineiro é disputado em pontos corridos e o Paraíso precisa vencer os dois jogos contra o Minas Tênis, dos pivôs Murilo e William Drudi, por 15 pontos de diferença na soma dos dois placares. Os ingressos para a partida custam R$ 5.
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