Inicia-se um novo ano litúrgico através do tempo do Advento. Advento é tempo de preparação, de expectativa em torno da celebração do Natal onde lembramos a chegada do Menino Jesus.
Vinde, Senhor Jesus! É a aclamação esperançosa que fazemos em cada celebração eucarística e agora, de modo especial, neste tempo litúrgico, nosso coração se prepara e deseja que o Senhor venha ao nosso encontro até dar-se o encontro definitivo na eternidade feliz.
Neste período do advento somos convidados a aguçar nossa atenção para melhor percebermos os sinais da chegada do Reino no cotidiano de nossa vida e, com cabeça erguida, nos levantarmos da acomodação que nos paralisa. As leituras que serão proclamadas nas celebrações eucarísticas são: Jeremias 33; I Tessalonicenses 3 e São Lucas 21.
Jeremias, enquanto estava preso no pátio da guarda, recebe pela segunda vez a palavra que o Senhor lhe dirige. É uma palavra de esperança e amor renovado, não só para o povo de sua época, mas também para nós que herdamos sua profecia.
A vinda do Messias é fidelidade de Deus às suas promessas ao povo infiel. Deus continua dizendo: cumprirei as promessas, farei nascer, suscitarei um rebento em favor de Israel e Judá. Esse filho legítimo fará justiça e estabelecerá o direito na terra; salvará Judá que está no exílio da Babilônia.
Em Jerusalém todos viverão em segurança e chamarão a cidade de "Javé-nossa-justiça". São três pares de verbos: os dois primeiros são ações de Deus: cumprirei e suscitarei; ações do Messias, o rebento; fará e salvará; os últimos se referem aos oprimidos: viverão tranquilos e chamarão "Senhor-nossa-justiça".
O Apóstolo Paulo pede a Deus que a comunidade de Tessalônica cresça no amor, seja confirmada na santidade para ser encontrada irrepreensível aos olhos de Deus no tempo da vinda de nosso Senhor, na parusia. A comunidade mesmo sendo agradável a Deus, é exortada a progredir, crescer no ensinamento e transbordar no amor mútuo e universal do Senhor Jesus, dom de Deus. Seguir o projeto de Deus, nunca é um fato acabado. É processo constante na vida.
Deus hoje nos fala fortemente pelo evangelho escrito por Lucas. O cenário é cósmico: céu, terra, mar. Sinais, inquietações, angústias, desfalecimento, medo, ameaças... Em meio a tudo isso, a chegada do Rebento, do Filho, do Messias, conforme a visão do profeta Daniel. É uma linguagem apocalíptica que no evangelho não se refere a uma catástrofe, mas é um "tirar o véu", deixar na claridade, revelar a verdade que estava oculta: a vinda do Senhor que ilumina a vida e a história e lhes dá o sentido pleno. É a parusia, palavra que significa a presença, a visita festiva de alguém muito importante. É a manifestação, o dia do Senhor, o encontro, a vinda do Messias em sua glória para julgar e instaurar o Reino de seu Pai e nosso Pai. O Ressuscitado que foi elevado ao céu, desce para libertar os seus.
A recomendação é "erguer-se, levantar a cabeça", como seguidores do ressuscitado! Mas é preciso vigilância, prestar atenção ao fundamental, não deixar-se levar pelo vício, embriaguez, preocupações transitórias e fúteis. "Aquele dia" chegará de repente! A maneira de preparar-se não é perguntando datas, mas vigiando, permanecendo acordados, orando. Quando tudo isso acontecer, fiquemos de pé diante do Filho do Homem.
Existe um pensamento muito interessante de São Bernardo a respeito da vinda de Jesus. Ele, numa de suas homilias, dizia: "Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma vida intermediária. Aquelas são visíveis, mas esta, não. Na primeira vinda do Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que viram-no e não o quiseram receber. Na última, todo homem verá a salvação de Deus e olharão para aquele que transpassaram. A vinda intermediária é oculta e nela somente os eleitos o veem em si mesmos e recebem a salvação. Na primeira, o Senhor veio na fraqueza da carne; na intermediária, vem espiritualmente, manifestando o poder de sua graça; na última, virá com todo o esplendor da sua glória. Esta vinda intermediária é, portanto, como um caminho que conduz da primeira à última. Na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na intermediária, é nosso repouso e consolação".
Que cada domingo deste tempo litúrgico do Advento nos ajude a preparar mais e melhor o nosso coração para celebrar ricamente o Natal de Jesus.
IMAGEM DA MADRE RITA.
Hoje, 29 de novembro, será entronizada, na Catedral, a imagem da Bem-Aventurada Madre Rita Amada de Jesus. Ela é fundadora do Instituto Jesus, Maria, José e foi beatificada pelo Papa João Paulo II. O motivo principal da imagem na Catedral é que o milagre que o Vaticano colheu para beatificá-la ocorreu na Santa Casa de Franca. A pessoa miraculada está viva e estará presente na Celebração Eucarística das 9 horas.
NOVENA DA NOSSA PADROEIRA
Hoje tem início a novena em honra da Imaculada Conceição, nossa Padroeira. A novena se estenderá até o dia 7 de dezembro e a solenidade da Imaculada Conceição será no dia 8 de dezembro. As celebrações serão às 19 horas (sábado e domingo) e durante a semana às 19h30. A cada ano, a novena tem grande momento de espiritualidade para todos que participem. Integre-se este ano com intenso amor. Nossa Senhora merece.
ANO SACERDOTAL
Não esqueçamos de rezar pela santificação do clero neste Ano Sacerdotal. Jesus disse: "Pedi ao Senhor que envie operários para a sua messe. Rezemos também pelo surgimento de mais vocações sacerdotais".
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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