No momento em que Franca comemora seus 185 anos de emancipação política, mais uma vez é necessário considerar sobre a tão falada, mas raramente praticada união das `forças vivas` , colocando fim à omissão praticada no presente.
Passa da hora de esquecermos `diferenças` de qualquer natureza, caso existam, e lutarmos pelo, podemos assim dizer, `marketing de Franca`; vender o produto Franca como se deve. Temos que nos conscientizar de que toda cidade está sujeita a ciclos de crescimento e fases de declínio, isto em virtude de forças externas fora de seu controle, como por exemplo: as rápidas mudanças tecnológicas, a concorrência mundial, mudanças no poder político etc. Temos que ter em mente que a nossa cidade é um produto cujo valor e identidade devem ser planejados e promovidos. Temos que transformar nossa comunidade em vendedora de bens e serviços, promotora de nossos produtos e do valor de nossa cidade. Assim como em qualquer ramo de atividade, se não conseguirmos fazer uma boa promoção corremos risco de estagnação econômica e declínio. Na prática devemos ousar e elaborar um planejamento estratégico sério, de médio e longo prazo, no intuito de promover a cidade, voltado para o mercado, analisando-se os problemas e suas causas, avaliando as chances atuais e futuras, traçando metas que queremos conseguir futuramente.
Devemos começar utilizando a própria estrutura da administração indireta, através das autarquias municipais de ensino superior. Devemos buscar a realidade das características econômicas, demográficas, tamanho real da população e sua composição por sexo, idade, renda, raça e educação; características do mercado imobiliário residencial, estrutura das indústrias e características de mão-de-obra; peculiaridades do setor de saúde na comunidade; especificidades dos recursos naturais; qualidade do transporte e projeções futuras; dados concretos sobre a segurança pública e estatísticas da criminalidade; nível das instituições educacionais e de pesquisa; dados sobres os recursos recreativos e culturais etc.
A atratividade a médio e longo prazo devemos assegurar o fornecimento dos serviços básicos; novas atrações para melhorar a qualidade de vida; divulgar as melhorias por meio de uma imagem positiva e sólida; obter o apoio de nossos cidadãos, líderes e instituições para torná-los hospitaleiros e entusiasmados com a idéia de atrair novos investimentos para a localidade. Poucos lugares conseguiram ao longo de sua história criar marcas e imagens sólidas para os produtos e serviços que fornecem. Nós já possuímos essa vantagem (capital do sapato masculino, do basquete, pólo de ensino jurídico de relevância no País etc.), porém as marcas negativas podem se sobrepor e permanecer por longo período.
A globalização da economia e o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas são forças que exigem que as cidades aprendam a competir. As cidades, atualmente, são avaliadas em todos os seus aspectos: onde iniciar e sediar os seus negócios ou planejar uma aposentadoria; criar uma família ou procurar um cônjuge; planejar e passar férias, realizar uma convenção ou simplesmente fazer uma boa refeição. A procura de um lugar onde se possa viver, investir e visitar é constante do novo e vibrante cidadão globalizado.
Temos que pensar grande e esquecer divergências políticas e pessoais. Quando conseguirmos associar a administração pública com a iniciativa privada através da contribuição voluntária dos diversos segmentos que devem se envolver num `Projeto Franca 2100`, construiremos grande legado para o futuro. Sou um sonhador e como sempre me diz um amigo, professor da UNESP e grande operador do Direito, `nosso sonho é contagiante e não devemos parar e acordar`. Enfim, não pergunte o que Franca pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer por Franca. Parabéns à cidade e todos os que aqui vivem pela passagem destes 185 anos.
Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário - toninho menezes@comerciodafranca.com.br
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