Parabéns ao jornal por mostrar a ridícula situação do "cala boca" imposto ao feirante. Quero fazer uma observação ao Sr. Ismael Xavier, chefe de fiscalização da Prefeitura: ele deveria cuidar melhor do seu trabalho ao invés de atrapalhar um trabalhador honesto que ganha a vida `no grito". O mesmo senhor Ismael foi solicitado por minha família, em setembro de 2008 a fiscalizar uma oficina mecânica clandestina e até não houve solução para o caso. Também por isso fico indignado quando leio matéria com o caso do feirante. Deixam de fazer o que é preciso e prejudicam quem trabalha honestamente.
Adriana Faleiros
Franca - SP
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O barulho é rechaçado desde tempos remotos. Na antiga Roma havia decretos que obrigavam carros de bois a passarem distantes das cidades, ferreiros só podiam trabalhar a certa distância dos centros e alguns barulhentos eram castigados com chicote. Hoje em dia temos serralherias barulhentas, indústrias de todo tipo e produtores de poluição sonora espalhadas por toda cidade. Será que o ouvido humano ficou mais capacitado para absorver o impacto da poluição sonora? Não. As estatísticas indicam que a população está ficando surda mais cedo, além dos outros efeitos danosos graves que nos adverte a organização mundial de saúde (OMS). O art. 5º XI da Constituição diz que a casa é asilo inviolável do indivíduo, que ninguém nem nada nela pode penetrar sem consentimento do morador. E existe lei de legítima defesa proporcional ao dano, o barulho é um homicida que pula o muro e pode causar derrame numa pessoa, já que aumenta a pressão sanguínea. A maioria das cantoras costumam ter abortos frequentes entre outros danos de natureza grave. Então há que se manter uma postura firme, começando pelos pequenos delitos. Omissão se pode traduzir em improbidade.
Celso Delsanto
Franca - SP
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Concordo com o leitor Celso Delsanto. Franca (e o Brasil) são lugares de leis "relaxadas", que não "pegam". Vejam o exemplo das mesas nas calçadas e "bolotas" que estão voltando aos poucos após a polêmica. Vejam os exemplos dos comerciantes ilegais dos predinhos do Leporace. A baderna começa em pequenas infrações como o `berro` do feirante (que, aliás, ganharam "no grito" e voltam a fazer feira interrompendo o trânsito da Rua José Bonifácio), passa por pessoas mal-educadas que jogam lixo nas ruas, atravessam sinal vermelho, dirigem bêbadas e praticam barbaridades de todo tipo. A população, no fundo, não pode reclamar já que apoia todo tipo de falta de civismo e interferência no espaço alheio. As pessoas que apoiam esses baderneiros civis são as mesmas que quase `lincharam` a menina que se vestiu como bem entendeu na Uniban. Charles De Gaulle tinha razão: "esse não é um país sério".
José Ferreira
Franca - SP
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