Confusão na Ciretran encalha cerca de mil transferências


| Tempo de leitura: 2 min
PACIÊNCIA - Motoristas se aglomeram na porta da Ciretran e esperam cerca de duas horas para serem atendidos. A previsão é de mais transtornos neste fim de ano: “Estamos longe da normalidade”, diz delegado
PACIÊNCIA - Motoristas se aglomeram na porta da Ciretran e esperam cerca de duas horas para serem atendidos. A previsão é de mais transtornos neste fim de ano: “Estamos longe da normalidade”, diz delegado
Longas filas, desorganização, falta de informação e calor intenso. É preciso paciência para solicitar algum tipo de serviço na Ciretran de Franca. Sem número suficiente de funcionários treinados para o atendimento, a delegacia continua trabalhando em horário reduzido e não consegue absorver a demanda para irritação dos motoristas. A marcação de exames teóricos e práticos e a expedição de CNH ocorrem com lentidão. Pelo menos mil pedidos de transferência e 1º emplacamento estão parados e novas solicitações não param de chegar. Realista, o delegado Sidnei Martins de Oliveira faz uma previsão preocupante. “Estamos longe da normalidade”. O aposentado Reinaldo José Zago tem uma deficiência física na perna direita e caminha com a ajuda de uma bengala. Na segunda-feira, ele ficou duas horas na fila para tentar retirar um documento apreendido e não conseguiu. Voltou ontem e teve de esperar em pé até chegar a sua vez. “Não tive atendimento preferencial. Aqui é igual para todos. Está faltando respeito e consideração com o ser humano. Tiraram os funcionários daqui e nós é que estamos sendo prejudicados”. Outro que reclamou dos transtornos foi Alvarino Oliveira Filho. “Já estive aqui outros dias e desisti. Voltei hoje e está uma calamidade. Espero que as autoridades tomem providência, pois do jeito que está não pode ficar”. O funcionário público Divino Antônio da Silva lamentou a falta de organização na entrada da Ciretran. “A gente chega aqui e não tem ninguém para dar informações na porta. Todo mundo acaba pegando a fila errada. Está uma bagunça isto daqui e, se a gente sair na rua com documento irregular, vamos ser multados”. A estudante Daniela Nogueira Gomide foi além. “É uma pouca vergonha o que está acontecendo”. Ao sair da Ciretran sem conseguir resolver uma pendência com a documentação, um motoqueiro se irritou e jogou o capacete no chão. Todos os dias, cerca de 250 pedidos de transferência dão entrada na delegacia. As liberações não passam de 60. Por causa da lentidão, mais de mil documentos estão represados à espera de encaminhamento. O delegado Sidnei Martins reconheceu os problemas e justificou que o quadro de funcionário não comporta a demanda. Para piorar, os novos contratados ainda não sabem operar o sistema informatizado do Detran. “A nossa maior preocupação é com a fila quilométrica que a gente está vendo aí. É inadmissível alguém ter de esperar duas horas para ser atendido. Temos feito o possível. O problema é que não tenho gente especializada. Não posso dizer quando conseguiremos atingir a normalidade”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários