Calçados francanos invadem novos mercados pelo mundo


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ROMPENDO FRONTEIRAS - Edson Alves da Silva trabalha na Opananken, empresa especializada em calçados que primam pelo conforto. A empresa está entre as francanas que têm exportado seus produtos para diferentes mercados. Síria, Lit
ROMPENDO FRONTEIRAS - Edson Alves da Silva trabalha na Opananken, empresa especializada em calçados que primam pelo conforto. A empresa está entre as francanas que têm exportado seus produtos para diferentes mercados. Síria, Lit
Nos últimos cinco anos, os calçados produzidos em Franca avançaram a barreira de pelo menos dez novos países. São nações que até 2004 compravam de zero a 0,05% dos sapatos exportados e, somadas, não representavam US$ 100 mil em vendas. A conquista foi gradual e aconteceu por meio de participação em feiras internacionais, envio de amostras dos produtos e contato pessoal dos vendedores. Embora ainda signifique pouco diante de clientes como EUA, Venezuela e Argentina (os maiores compradores de calçados francanos), a lista de importadores novatos não para de crescer. Somente de janeiro a outubro desse ano, outros quatro países (Síria, Lituânia, Ilhas Canárias e Coréia do Sul) passaram a receber os calçados produzidos pela cidade. Para o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, a tendência é que as vendas para novos países aumentem. “Como o dólar ainda está instável, fechar a exportação com outros países nos possibilita trabalhar com moedas diferentes e manter os ganhos”. Gerente comercial da Opananken, Sebastião Donizete Siqueira diz que, para conquistar os novos países e aumentar o maior valor agregado dos produtos, a empresa foca na exportação de calçados diferenciados no acabamento e no conforto oferecido. “Ao conferir a qualidade do calçado, eles (novos países) passam a dar mais importância e a valorização aumenta”. Na empresa, dos 200 mil pares/ano produzidos, 5% são destinados aos novos mercados. Com exportação para 20 países, entre eles República Dominicana, Turquia, Ungria, Emirados Árabes e Rússia, conquistada no ano passado, o gerente de exportação da Calçados Kissol, Thales Vieira Leal, acredita que ainda há espaço como trabalhar em busca de novos mercados. “As exportações têm caído, então precisamos batalhar ainda mais em feiras e com o envio de amostras para alcançar novos países. É uma alternativa em meios às dificuldades. Temos conseguido sucesso nestas empreitadas”.

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