O Ministério do Trabalho em Franca suspendeu o atendimento ao público. A medida foi tomada porque seis dos nove servidores administrativos estão em greve. A paralisação teve início no dia 10 de novembro. Sem funcionários, a repartição deixou de dar entrada no seguro-desemprego e emitir carteira de trabalho. Os serviços de protocolo - como requerimentos e ofícios -, registro de homologação de convenções coletivas e reuniões de negociações salariais também estão prejudicados. Não há data para que a situação volte ao normal.
A greve vem prejudicando mais de 200 pessoas todos os dias. Desde que iniciada, pelo menos duas mil deixaram de ser atendidas. Para não agravar a situação, os três servidores que não aderiram ao movimento estão atuando nos serviços considerados urgentes. “Quando a gente vê que a pessoa corre o risco de ser prejudicada, como em casos de prazos expirando, a gente faz. Estamos mantendo o essencial para não prejudicar o trabalhador”, disse Jamil José Leonardi, gerente regional do Trabalho.
<b>Ouça abaixo a repórter Renata Modesto:</b>
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Para quem precisa dar entrada no seguro-desemprego, mas ainda tem prazo, a alternativa é procurar o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador). Ainda assim será preciso esperar. A demanda na repartição aumentou nos últimos dez dias e a coordenação decidiu agendar o atendimento ao público (leia mais em texto de apoio).
A GREVE
A greve dos servidores do Ministério do Trabalho foi deflagrada porque o governo federal não apresentou no Congresso Nacional o PCS (Plano de Cargos e Salários) da categoria, aguardado desde 1998. “Estávamos esperando sem problemas, mas no início do ano foi aprovado o plano para vários órgãos, inclusive para o INSS. Quando chegou nossa vez disseram que não havia dinheiro”, disse Sandro Luís Fernandes, funcionário administrativo. Na prática, o PCS significa a promoção do funcionário. Sem ele, um servidor com anos de trabalho recebe os mesmos salários e benefícios que uma pessoa que acabou de ser admitida.
Como o governo ainda não convocou a categoria para discutir o assunto, não há prazo para que os grevistas voltem ao trabalho. Em Franca, os servidores têm se reunido uma vez por semana para avaliar o cenário nas repartições do país. “No Brasil, a greve já atingiu de 60% a 70%. No Estado de São Paulo, a superintendência está 100% paralisada. Nas gerencias regionais, das 24 existentes, deve ter pelo menos 15 paradas”, disse Sandro.
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