A Prefeitura de Franca, a Emdef e a Empresa São José começaram a realizar um estudo que pretende fazer um raio-x do transporte coletivo de Franca. O objetivo é apurar a realidade do setor e apontar providências para melhorar os serviços e adequar os custos. Até agora, já foi apurado que todos os dias, em média, 13 mil passageiros andam de graça nos ônibus coletivos de Franca; na cidade há linhas com 33 quilômetros de extensão e outras com 99 pontos de parada.
O estudo compreenderá ainda uma revisão das rotas, trajetos de linhas e gratuidades de forma a buscar alternativas para manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado entre o município e a São José. Os dados apurados mostram que o número de passageiros vem caindo ano após ano. Na situação inversa, o número de isenções não para de crescer, o que se reflete no preço da passagem cheia.
No mês passado, 1,6 milhão de pessoas usaram o transporte coletivo. Destas, 1,1 milhão pagou pelo serviço. Os demais são aposentados por idade ou invalidez, deficientes físicos, guardas municipais, policiais, bombeiros, funcionários dos Correios, integrantes da antiga Guarda Mirim e portadores do HIV ou de câncer, que são beneficiados pela isenção. Também fazem parte do pacote estudantes, trabalhadores sindicalizados e domésticas que possuem descontos que vão de 30% a 50%. “Neste primeiro momento, não estamos analisando o mérito, nem questões de ordem de direito. Estamos fazendo um estudo técnico e levantamos alguns números que precisam ser analisados”, disse o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto.
A prefeitura também constatou que apenas 20% dos usuários do transporte fazem a integração, ou seja, pagam uma passagem e usam mais de um ônibus para se deslocar de uma região a outra da cidade. A ampla maioria, apesar de andar por trechos menores, acaba pagando o mesmo preço. Neste caso, uma eventual sugestão ao fim do estudo poderá ser a implantação da tarifa fracionada.
Outro problema detectado foi o longo trecho de determinadas linhas, que tornam as viagens mais demoradas. O itinerário feito da Vila Hípica ao Centro é o mais extenso com 33 quilômetros. Já a linha do Jardim Zelinda tem 99 pontos de parada. A distância entre eles é de cerca de 290 metros. Em média, cada ônibus percorre 24 quilômetros por dia em Franca. “Nosso objetivo é traçar um diagnóstico concreto, real e sem hipocrisia do setor. Ao final dos estudos, vamos sugerir a todos os órgãos envolvidos algumas medidas que possam resolver as falhas que encontramos”, finalizou Jerônimo.
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