Falta pouco para o fim das obras de construção do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. A estrutura do prédio com paredes e lajes em concreto pré-moldado já está pronta. Agora, operários realizam serviços para a conclusão do encanamento, da parte elétrica e de acabamento no local.
A informação de que as obras caminham para sua fase final foi confirmada no início da noite de ontem pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária). Através de sua assessoria de imprensa, o órgão informou que a inauguração da unidade, prevista inicialmente para acontecer em dezembro deste ano, foi adiada para o início de 2010, em data ainda não fixada. As chuvas que caíram na região no começo deste ano seriam a razão do atraso.
O prédio, com capacidade para abrigar 768 presos, está sendo erguido nos fundos do City Petrópolis. Do lado de fora, as altas torres de segurança e o muro ao redor da instalação já estão praticamente prontos. A movimentação de máquinas e funcionários também é grande no local. O andamento das obras no interior da futura unidade carcerária, no entanto, não foi informado pela Consladel Construtora, responsável pela execução do serviço. Também não foi permitida a entrada da reportagem no canteiro de obras.
No fim da tarde de ontem, operários que deixavam o local revelaram que o trabalho de pintura do interior das celas e colocação de grades já começou. “Eles esperam estar com tudo pronto até o fim de fevereiro”, disse um trabalhador que preferiu não ser identificado.
<b>HISTÓRIA</b>
As obras para a construção do CDP foram orçadas em R$ 25 milhões e iniciadas em novembro do ano passado. Antes disso, porém, o projeto percorreu um longo caminho burocrático nas esferas municipal e estadual.
Desde que a ideia foi concebida em 2005 pelo então governador Geraldo Alckmin, a execução do projeto enfrentou diversos problemas, com cancelamentos de licitações e dificuldades para obter a licença ambiental.
Em 2006, a Prefeitura doou a área para a construção da unidade, na fazenda municipal Pouso Alto, no City Petrópolis. O local ficava em uma área de preservação ambiental e teve que ser desvinculado do restante do terreno que era protegido pela legislação ambiental do município.
Com toda a complicação, a licença da Secretaria do Meio Ambiente só foi obtida em abril de 2008. A fase seguinte, de licitação da obra, demorou mais oito meses para ser concluída.
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