Para Tales Vilela Santeiro, doutor em psicologia clínica e coordenador do curso na Unifran, a mania de se auto-fotografar não é, pelo menos na imensa maioria dos casos, grave.
Há milhares de anos o ser humano faz seu auto-retrato e gosta de se mostrar para os outros do grupo. Antes era nas paredes das cavernas, hoje é com modernas máquinas digitais, para redes virtuais como o facebook, por exemplo.
Um estudo da pesquisadora americana, Lillian Schwartza, defende a ideia de que a própria Monalisa, um dos mais famosos quadros do mundo, seja um auto-retrato do seu autor, Leonardo da Vinci, travestido de mulher.
Segundo Tales, qualquer coisa pode se tornar um obsessão perigosa, mas nesse caso, o das fotografias, não coloca ninguém em risco. Pelo contrário, ajuda a convivência do grupo, já que hoje em dia a mania de se auto-fotografar não é individualizada.
No caso dos adolescentes é ainda mais comum. A mania pode ajudar a aumentar a auto-estima, uma vez que ela ajuda na aceitação do "eu" de cada um.
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