Há nove anos o casal Marcos Antônio Pelizaro e Rosângela de Andrade Pelizaro plantava café no município de Cristais Paulista. Um dia, uma irmã de Rosângela, que morava em São Paulo, foi visitá-la e fez um pedido inusitado: queria uma bucha vegetal para tomar banho. Ela estava com saudades do tempo de infância que usava o produto para se lavar. Esse pedido tão simples foi o ‘start’ para o casal começar um novo e rentável negócio. Eles trocaram os grãos pelo cultivo e produção das buchas. Hoje são proprietários de uma fábrica com marca própria que emprega 12 pessoas, produz 90 mil itens por mês e vendem para 19 Estados.
O casal fez uma pesquisa e constatou que em Franca não havia, na época, nenhuma empresa que trabalhava com este produto e eram poucas as opções no mercado. “Li muito sobre o assunto e quando fiquei sabendo que iriam montar a Incubadora de Empresas em Franca me inscrevi. Ficamos lá dois anos. Isso foi fundamental porque me proporcionou fazer cursos e participar de feiras”. Quando terminou o tempo de permanência permitido na Incubadora, o casal já estava pronto para enfrentar o mercado e montou uma fábrica no Jardim Redentor.
No começo eram cinco funcionários que produziam cerca de 3 mil buchas. Enquanto isso, a lavoura crescia no sítio em Cristais. Hoje são mais de 10 alqueires onde trabalham oito pessoas. Com os parceiros, o plantio chega a ocupar 18 alqueires. “Como a produção cresceu tivemos que firmar parcerias. Fornecemos sementes e informações e eles plantam e cuidam da lavoura”, disse Marcos Pelizaro.
O plantio acontece entre os meses de setembro e outubro. Em quatro meses, a bucha está pronta para ser colhida e pode chegar a 1,60 metro de comprimento. Para não ficar sem o produto em parte do ano, a plantação é irrigada. “Por ano são colhidas 400 mil buchas somente no nosso sítio. Com nossos parceiros, a produção chega a 800 mil por ano”. Parte da produção é armazenada em um quarto no sítio para poder ter o produto o ano todo.
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Rosângela afirma que os negócios vão muito bem, mas não revela o faturamento da fábrica. “Não acreditava que a gente fosse conseguir chegar neste ponto. Deixamos de ser microempresa e passamos para empresa de pequeno porte”.
A produção não para. Rosângela e Marcos estão buscando novos parceiros para ampliar a produção. “A produção cresceu em 40% em comparação ao ano passado e estamos tendo que buscar interessados em outros Estados”.
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