Será que é Real?


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<p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/11/se-liga-dinheiro1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2968" title="arte/comércio da franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/11/se-liga-dinheiro1.jpg" alt="" width="400" height="710" /></a></p> Durante muito tempo o ser humano valeu-se do método da troca para adquirir algo. Se alguém tivesse milho sobrando na panela poderia, por exemplo, trocar por um pouco de arroz. Conforme as sociedades foram crescendo foi preciso criar algo que substituísse de forma prática essa maneira de se conseguir produtos. Foi então criadas as moedas. Inicialmente produzidas a partir de metais valiosos como ouro, prata e bronze, as moedas passaram a ser o princípio da compra, que ocupou o lugar do princípio da troca de mercadorias. Era fascinante para as pessoas, poderem imaginar que se tivessem muitas moedas poderiam comprar o que quisessem. Como conseqüência disso, surgiram as falsificações de dinheiro. O uso do dinheiro em papel foi oficializado na França, no ano de 1.700. A idéia de emitir cédulas de valor monetário enfrentou resistência de diversas autoridades durante séculos, devido ao grande risco de falsificação que estas representavam. Todavia, um fato curioso tornou quase que inevitável a adoção da moeda de papel: Por volta do século XIX, muitos vendedores de ouro trocavam o metal por "recibos" assinados pelos próprios ourives. Estes recibos poderiam ser trocados por ouro, já que significavam quantias reais de ouro ou prata existentes em algum lugar. Surgia então paralelamente o conceito de "lastro", o dinheiro de papel. Utilizando-se da idéia, o banco oficial francês começou a emitir esta forma de moeda, baseando-se na reserva de metais que poderia ser representada pelas cédulas em circulação. Para o contentamento dos "espertinhos de plantão", o surgimento do dinheiro de papel facilitou ainda mais a falsificação. Governos passaram a criar formas de dificultar a produção ilegal. No Brasil, o primeiro tipo de papel moeda emitido pelos bancos tinha o formato de cartas e era preenchido à mão. Os falsificadores se aproveitaram tanto do novo formato para tirarem lucro copiando as notas. Várias medidas foram tomadas como a inserção de marcas diferenciadas nas cédulas. Atualmente a falsificação tem se tornado cada vez mais freqüente. Dentre as mais comuns estão as impressoras ilegais de notas, desde máquinas simples a jato de tinta até avançadas rotativas do tipo off set.Um dos métodos mais complexos de falsificação é a "lavagem", em que uma nota de R$ 1 pode ser convertida em uma de R$ 50. Como o papel é o mesmo da casa da moeda,a identificação fica bem mais difícil. Em 2006 foram apreendidas 606 mil notas falsas em todo o país. Tal número indicou um crescimento de 30% em relação a 2005. Há 4 anos,o Banco Central inseriu novos desenhos nas cédulas para prevenir a emissão de dinheiro falsificado. O site da instituição (www.dinheirodeverdade.bcb.gov.br) ensina como reconhecer uma nota verdadeira. <b>PERITO EM AÇÃO</b> De acordo com Valmir Garcia, perito criminal e integrante da Polícia Científica de Franca, são apreendidas de 5 a 10 notas falsas na cidade todos os meses. A quantidade é maior quando há festas, shows ou outros eventos populares na cidade. Supõe-se então que a maioria das falsificações não está relacionada a grandes quadrilhas, mas sim a pessoas comuns que falsificam as notas para comprarem ingressos de shows, por exemplo. No entanto, segundo Eduardo Lopes Bonfim, diretor da cadeia pública de Franca, já houve casos em que grupos criminosos aplicaram golpes oferecendo o "Três por um", a troca de três notas falsas por uma verdadeira. Quanto à identificação das cédulas, Valmir Garcia explicou que já existem aparelhos para a distinção entre as falsas e originais, mas que a diferenciação pode ser feita por qualquer pessoa que se atentar aos detalhes (ver figuras nesta página). O perito também contou que quase sempre as cédulas falsificadas apreendidas estão acompanhadas por notas verdadeiras: "O golpista entrega duas notas falsas misturadas a outras verdadeiras, por exemplo, para um comerciante que está apressado. Assim, elas entram em circulação", disse Em Franca, a maior parte das cédulas falsas apreendidas são de R$ 50 e R$ 10. São notas cujos valores não chamam a atenção de quem recebe o dinheiro. Conforme o artigo 298 do código penal, a pena para a falsificação é de até 12 anos. Quem repassa as notas falsas também pode ser preso sob pena que varia de 6 meses a 1 ano de cadeia.

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