Professora aprendeu a lidar com ofensas


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Glenda Cristina Valim Melo, 35, é professora universitária há dez anos. Formada em letras pela Universidade Federal de Uberlândia (MG) e com mestrado na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), ela agora termina o doutorado em linguística aplicada na PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Solteira, sem filhos, diz já ter passado por situações embaraçosas por ser negra. “No começo, as pessoas desconfiavam, duvidavam da minha capacidade”. Uma das demonstrações de preconceito aconteceu quando a professora ainda trabalhava em uma loja de calçados. Na ocasião, o proprietário precisava de alguém que soubesse falar inglês. Todos os funcionários foram questionados se falavam o idioma, menos Glenda. “Ele perguntou para todos da loja, mas me deixou de lado por negra e eu era a única que falava”. Glenda disse que, ao longo dos anos, aprendeu a lidar com essas ofensas. “Minha família é meu porto seguro. Foram eles que me ensinaram a ser forte e a me valorizar”.

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