Casado, pai de um casal de filhos e natural do Rio Grande do Sul, o ala do Vivo/Franca, Márcio Dornelles, 33, diz que fica chateado quando presencia atos de discriminação com negros. Jogador de basquete desde os 17 anos (idade em que recebeu o primeiro salário), ele ainda é alvo de preconceito, mesmo que velado, principalmente quando viaja ou dirige seu carro um Fiat Stilo.
Em uma das situações desagradáveis em que já esteve envolvido, um recepcionista de um restaurante japonês de Porto Alegre (RS) olhou com desconfiança quando ele chegou em uma camionete. “Acho que ele se surpreendeu. Causou um impacto”, disse.
Para Márcio, o preconceito precisa ser combatido e os pais devem instruir melhor os filhos sobre as diferenças de etnias. “Já fui alvo de muitas piadas, mas hoje tiro de letra, passo despercebido e considero quem tem preconceito um ignorante”.
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