Ele é pároco em Pedregulho há dois anos, chanceler do bispado (espécie de secretário executivo), fala quatro línguas e em dezembro se forma em pedagogia, a terceira faculdade do currículo. Célio Adriano Cintra, 39, hoje mais conhecido como padre Célio, diz que, apesar da cor, nunca pensou em desistir de “lutar” para vencer na vida.
Um dos poucos padres negros da Diocese de Franca (são cinco entre 72), padre Célio diz já ter sido vítima de preconceito, mas acredita que hoje ele está mais velado em razão da posição que ocupa há seis anos e oito meses. “O preconceito está arraigado na sociedade, porém como sou padre acredito que as manifestações são mais atenuadas”.
Filho de uma família simples, padre Célio diz que ama sua cor e a aceita com alegria. Para ele as demonstrações de racismo que sofreu nunca foram motivos de desânimo.
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