Modelo, subgerente de uma loja no shopping e jornalista. Rosyane Silva, 24, desde pequena aprendeu com os pais a superar todo tipo de preconceito à sua cor. Superalto astral, não enfrentou problemas para aceitar suas raízes, porém sentiu de perto como o negro é discriminado. Em um desfile, Rosyane chegou a ser desclassificada porque tinha o cabelo armado, incompatível para o uso de chapéu, necessário no evento.
Também no mundo da moda viu que não havia maquilagem, roupas e revistas específicas para negros. “Hoje o mercado de cosmético já lançou produtos voltados para negro, mas demorou”.
Apesar dos avanços mercadológicos, Rosyane ainda enfrenta piadinhas e olhares curiosos, porém não se intimida. “Não me acho inferior. Encaro de frente, tenho autoestima e sei que a cor da pele não significa nada, apenas distingue a nossa raiz. Independente de onde estou, de onde eu vim, ou da cor da minha pele, ninguém pode me impedir de realizar meu sonho”.
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