Tour por onde nasceu Beethoven


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Cartão-postal - Thereza Raquel Laschi Vellaro em um castelo em Brühl, na Alemanha: além de trabalhar e passear, ela fez muitos amigos
Cartão-postal - Thereza Raquel Laschi Vellaro em um castelo em Brühl, na Alemanha: além de trabalhar e passear, ela fez muitos amigos
Dönner Kebab, Rio Reno, cerveja e o sol que brilha além do horário convencional. A Alemanha e suas particularidades rendem muitas horas de conversa com Thereza Raquel Laschi Vellaro, 27. Através de programas de intercâmbio, a estudante de Relações Internacionais da Unesp esteve por duas vezes na parte oeste de um dos países mais ricos e tradicionais da Europa. Além de voltar fluente no alemão, Thereza trouxe muitas recordações dos encantos de Bonn, Köln, Neuss, Düsseldorf, e outros cantos da Renânia - região cortada pelo Reno (em alemão Rhein), rio que passa por diferentes países europeus. Também pôde sentir as variações do clima alemão, com um inverno de até 13 graus negativos, e um verão que chega a marcar 30 graus e tem sol até as 11 da noite. A primeira viagem aconteceu em 2004, quando foi para Neuss, onde trabalhou como au pair e morou por nove meses. Quatro anos depois, através da Aiesec (instituição que promove intercâmbio entre jovens em todo o mundo), ela morou em Bonn, onde trabalhou na supervisão de vendas internacionais da T-Mobile, a maior empresa de telecomunicações da Alemanha. Foi em dezembro de 2008 e voltou ao Brasil no final de maio. De tudo o que viveu por lá nesses 15 meses, lembra-se bem dos passeios de barco em Bonn, cidade em que nasceu Ludwig van Beethoven. Sentiu o legado de um dos maiores nomes da música clássica visitando a casa em que ele nasceu, conservada até hoje como museu, e nas apresentações da orquestra sinfônica municipal, que ostenta o nome do compositor da famosa Nona Sinfonia. Aproveitou para visitar Drachenfels Schloss, um castelo a 20 minutos da cidade, aonde é possível chegar de barco. Guarda também a beleza arquitetônica de Neuss, caracterizada pelos resquícios do Império Romano, e de Zons, localidade que guarda construções originais da Idade Média. Em Düsseldorf, principal cidade da região, se encantou com o Altstadt, “um centro histórico onde você encontra bares, danceterias, cinema alternativo e onde fica a Rathaus - a Prefeitura”, diz, recomendando o bar Oberbayern (www.oberbayern-duesseldorf.de). Também comprovou a fama de Düsseldorf como a “Paris da Alemanha”, por ser um dos maiores centros de moda da Europa. “A cidade é chique, as pessoas são muito ligadas à moda”. [FOTO2] Mas sem dúvida, os momentos mais inesquecíveis da estudante foram registrados nos carnavais em Köln - ou Colônia - e Düsseldorf, os mais agitados e que disputam a preferência dos turistas. Essas festas contam com desfile de carros alegóricos e apresentações ao vivo de bandas que tocam marchinhas tradicionais alemãs. Diferentemente das folias brasileiras, acontecem no frio, o que obriga os participantes a usarem fantasias mais quentes. Thereza indica principalmente a festividade em Colônia, que é maior. Vontade de voltar? “Com certeza”, garante Thereza, que diz gostar do jeito de ser do povo alemão: desconfiado com quem não conhece mas sempre educado.

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