Agentes da cadeia pública de Franca evitaram que presos protagonizassem uma fuga em massa por volta das 20 horas de domingo. Detentos de duas celas estouraram os cadeados das grades e atingiram o pátio. A intenção era, na primeira oportunidade, todos - cerca de 40 presos - saírem correndo pela porta da frente. Esse é o chamado "cavalo doido". Há suspeitas de que os detentos teriam planejado a fuga para evitar a transferência ocorrida na manhã de ontem. 29 criminosos foram levados para CDPs (Centro de Detenção Provisória) e penitenciárias do Estado de São Paulo.
Segundo a polícia, o plano incluía chegar ao pátio, dominar os carcereiros e mantê-los reféns com ajuda dos presos "faxinas", os chamados presos de corredores. São eles os responsáveis pela entrega de alimentos e o recolhimento do lixo da cadeia. "Assim que os `faxinas` deixassem o lixo na ala interna, antes da porta de saída do corredor e os carcereiros entrassem para retirar os tambores e trancá-los, seriam rendidos. Assim todos sairiam correndo pela porta da frente, na base do cavalo doido", disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim, diretor da cadeia.
O plano foi frustrado por um dos carcereiros que percebeu "uma movimentação estranha" dentro das celas. Além disso, os presos usavam tênis e calças. Traje nada comum para um detendo em dias normais. "O carcereiro percebeu que eles poderiam fugir e me acionou. Chamei funcionários que estavam de folga e frustramos a fuga. Falei que o plano havia sido descoberto e que não adiantaria tentar pois toda cadeia estava cercada", disse Bonfim.
Segundo o diretor da unidade, perto de 40 presos estavam prontos para "irem embora". "Se eles pegam o carcereiro, os demais detentos estourariam as grades e poderia iniciar uma fuga em massa", disse o delegado. Foram duas horas de diálogo para convencer os presos de que não adiantaria fugir. Novos cadeados foram colocados e o diretor vai apurar quem planejou a fuga.
Ontem, 29 presos, sendo seis condenados, foram transferidos. Outras transferências devem ocorrer ainda esta semana. A cadeia do Guanabara está hoje com cerca de 230 presos. Sua capacidade é de 216 presos.
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