“Nossa libertação está próxima”


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Com este tema a liturgia do 33º domingo do tempo comum vem nos dizer: "ânimo". As leituras propostas são: Daniel capítulo 12; Hebreus 10 e São Marcos 13. O livro de Daniel pertence ao conjunto de livros conhecidos como "apocalípticos". Apocalíptico é um escrito no qual os ensinamentos são transmitidos através de imagens misteriosas. Os livros apocalípticos surgiram em épocas históricas difíceis, quando um povo inteiro, abatido e oprimido, se pergunta: quando acabará nosso sofrimento? Os autores apocalípticos sempre anunciam uma mensagem de esperança: a maldade, a injustiça, a perseguição, revelam, estão chegando ao fim e um reino de justiça e paz está para surgir. O livro de Daniel foi composto quando Israel está sendo oprimido por Antíoco IV, um rei perverso e ímpio que quer acabar com a religião, profana o templo de Jerusalém, persegue os crentes e condena à morte os que não se submetem a ele. A leitura de hoje apresenta a primeira profissão de fé na ressurreição que se encontra na Bíblia. A leitura nos ensina que nenhum sacrificio será em vão. Nenhuma lágrima, nenhuma dor, nenhum sofrimento se perderá. A nossa fidelidade acelera o alvorecer do mundo novo e nós também participaremos da fidelidade do Reino de Deus, porque nem tudo acaba com esta existência. Os versículos da carta aos Hebreus, lidos neste domingo, pertencem a uma seção que conclui a parte dogmática da carta. Aqui, o autor reafirma a superioridade do sacerdócio de Cristo e acentua o contrato entre o sacerdócio, sacrifício de Jesus, único e eficaz, e o sacerdócio da antiga Lei. A oferenda de Cristo foi única e verdadeira. No trecho do evangelho, Jesus está em Jerusalém. Alí sua atividade gira em torno do templo e do culto. As imagens apocalípticas do texto (pestes, carestia, violência, perseguição) são sinais de um mundo que está sendo dominado pelo malígno, mas este mundo quase chegou ao fim. O Filho do Homem está para chegar e vai fundar o reino no qual não haverá mais fome, nem dor, nem doenças, nem crime. Jesus adverte para não dar ouvidos a certas pessoas exaltadas que, de tempos em tempos, aparecem em nosso meio e, citando algumas frases da Bíblia, saem por aí anunciando catástrofes e o iminente fim do mundo. Jesus ensina-nos a difundirmos o otimismo ao redor de nós. O cristão não desconhece os problemas que existem, mas não os interpreta como sinais de morte; os vê como as dores do parto que prenunciam o nascimento de uma nova vida. A palavra de Jesus é portadora de felicidade e de salvação para todos. Jesus convida todas as pessoas que sofrem porque amam a verdade, a paz, a justiça, a liberdade a não desanimar. Mesmo nas horas mais tenebrosas devemos saber vislumbrar os sinais do reino que se aproxima. Muitos fracassos, quantas injustiças, quantos desencantos marcam nossa vida. Jesus nos ensina a lembrar sempre: não há noite tão longa e tão escura que não termine com a aurora de um novo dia! Deus é nossa herança. Nele estamos seguros. Ele conduz o nosso destino. Não há o que temer. Que o Senhor nos ajude a caminhar em sua estrada a cada dia, permanecendo fiéis até o fim. <b>CNBB REUNIÃO 1,3 MILHÃO DE ASSINATURAS </b> A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou ontem que conseguiu reunir as 1,3 milhão de assianturas (1% do eleitorado) necessárias para enviar ao Congresso o projeto que impede a candidatura de políticos com a "ficha suja". O projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos (Ficha Limpa) torna inelegíveis aqueles que tiverem condenação em primeira ou única instância e também os que tiverem denúncia recebida por um tribunal ou que renunciaram a seus mandatos para escapar de punições. O projeto foi lançado em abril do ano passado. <b>José Geraldo Segantin</b> <i>Pároco da Catedral de Franca</i> segantin@comerciodafranca.com.br

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