Troca de funcionários provoca caos na Ciretran


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<b>CONFUSÃO</b> - Funcionário se esforça para atender as pessoas que se acotovelavam junto ao balcão depois de passar pelo menos meia hora na fila
<b>CONFUSÃO</b> - Funcionário se esforça para atender as pessoas que se acotovelavam junto ao balcão depois de passar pelo menos meia hora na fila
Os últimos dias têm sido de muita confusão na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Franca e as perspectivas para quem precisa de seus serviços são ainda sombrias. Os exames teóricos e práticos para habilitação de motoristas, assim como a renovação e emissão de documentos, por exemplo, estão suspensos por tempo indeterminado com a pretensão de evitar tumultos. Apenas algumas poucas atividades são realizadas, ainda que lentamente. A repartição teve a rotina revirada pela troca de 14 funcionários ocorrida no início desta semana. Cumprindo uma recomendação do Ministério Público, os trabalhadores ligados às Associações de Despachantes, Auto-Escolas e de Médicos - alguns com até 18 anos de atuação no local - foram substituídos por servidores aprovados em concurso público. O delegado responsável pela unidade, Marcelo Caleiro, reconhece a precariedade do atual atendimento, mas arrisca algumas previsões. "Espero que a parte de licenciamento volte ao normal a partir da semana que vem. As transferências de veículos estão começando a engrenar, mas ainda não sabemos quando devem se normalizar. Já na parte de habilitação, os funcionários ainda não têm o domínio do serviço, então não há como prever", afirmou o delegado. Na tarde de ontem na Ciretran, dois funcionários se esforçavam para atender as pessoas que se acotovelavam junto ao balcão depois de passar pelo menos meia hora na fila. Os casos mais urgentes eram encaminhados à sala do delegado. "Não há o que fazer. É preciso esperar que eles aprendam o serviço. A população terá que ter paciência", disse Caleiro. <b>CNHS</b> A notícia de que provas para tirar carteira de motorista haviam sido suspensas revoltou o gerente administrativo Tiago Dias Campos, 23. Ele deveria passar pelo exame teórico na última terça-feira e esperava estar com o documento já no mês que vem. "É um absurdo. Preciso da carteira no meu serviço, foi uma exigência da empresa onde trabalho. Isso sem contar que já gastei cerca de R$ 800 reais nisso", lamentou o gerente administrativo. Assim como Tiago, aproximadamente 625 pessoas por mês passam pelos exames da Ciretran. Antes de voltar a marcar os testes, no entanto, Caleiro tem de encontrar uma maneira de ensinar a função aos novos servidores. "Uma possibilidade é colocar um número reduzido de candidatos nas provas enquanto alguns funcionários mais experientes passam o serviço ao resto. Mas isso ainda é só uma idéia", explicou o policial. Os donos de auto escolas se dizem desesperados com a situação. Segundo José Eurípedes Prado Souza, presidente da Associação das Auto Escolas de Franca, algumas empresas já falam em fechar as portas se os exames não forem retomados até o fim do mês. "Os alunos nos cobram, mas não depende de nós. E o pior é que acho que isso deve demorar pelos menos uns três meses para se resolver", disse José Eurípedes.

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