Mais uma família foi mantida refém por três assaltantes armados em Franca. Uma advogada de 34 anos, seus filhos de 5 e 1 ano e sua mãe de 62, ficaram nas mãos de três marginais por aproximadamente duas horas. As vítimas foram levadas pelos criminosos e abandonadas no meio do mato numa fazenda entre Franca e Ibiraci. Uma caminhonete S-10 ano 2009 foi roubada pelo trio. Ninguém foi ferido. A polícia ainda não tem pistas dos marginais.
O crime ocorreu na noite de quarta-feira, no Jardim Bueno, zona leste de Franca. Já passava das 22h30, quando a advogada chegava na casa de sua mãe, onde iria deixá-la. Segundo ela, ao estacionar a caminhonete na porta da residência, foi rapidamente rendida por um homem armado. Com um revólver em punho, o assaltante determinou que ela passasse para o banco do passageiro e tomou a direção do veículo. A ação foi acompanhada por outros dois comparsas do marginal que estavam numa moto.
Dentro da caminhonete estavam duas crianças de 5 e 1 ano, filhos da advogada, e sua mãe uma dona de casa de 62 anos. De acordo com a vítima, o assaltante entrou no veículo dizendo que não iria fazer mal a ninguém. O objetivo era roubar o veículo. Iria, no entanto, levar a família refém.
Após dominar a situação, o homem assumiu o volante e seguiu com a família rumo à Rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG). Segundo a advogada, o carro foi seguido por uma moto que levava outros dois homens. "Eles provavelmente estavam dando cobertura para o motorista que levava a família refém. Segundo a advogada, eles só pararam quando chegaram numa fazenda a caminho de Ibiraci. Lá os assaltantes se juntaram e mandaram todos descer da caminhonete", disse o escrivão Rogério Primo que registrou a ocorrência no plantão. Já era madrugada de ontem.
<p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://reinovegetal.wordpress.com/files/2009/11/story-board-assalto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-312" title="arte/comércio da franca" src="http://reinovegetal.wordpress.com/files/2009/11/story-board-assalto.jpg" alt="arte/comércio da franca" width="362" height="800" /></a></p>
Durante o dia, a advogada não quis dar entrevistas por medo de ser alvo novamente dos assaltantes, mas declarou à polícia ter vivido duas horas de muito medo, apesar dos criminosos não agredir nenhuma das vítimas. "Ela nos disse que eles não maltrataram ninguém. Ao chegar num local escuro perto de uma fazenda deixaram as mulheres com as crianças no meio do mato e fugiram levando o veículo. As vítimas então pediram ajuda em uma propriedade rural próxima", disse o escrivão.
Após serem acionados, PMs fizeram patrulhamento para encontrar os assaltantes, mas não tiveram êxito. Ontem, uma equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) esteve conversando com a advogada em busca de pistas para ajudar a identificar os assaltantes.
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